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Os direitos cívicos, ontem e sempre

Já esquecemos, ou então nunca nos lembramos, que os direitos cívicos sempre tiveram história ou estiveram presentes na história. Para muitos o nome de Martin Luther King nada dirá ou significará. Porém, na noite de 4 de Abril 1968 o Dr. King caía mortalmente ferido aos 39 anos de idade, exactamente um homem não violento, defensor do movimento integracionista negro, inspirado em Gandhi e na «não violência».

N/D
5 Nov 2003

Alguns diriam que ele «pregava amor e paz. Parece-me que a América branca cometeu o seu maior crime na noite passada, ao matar o Dr. Martin Luther King. Matou toda a esperança razoável». Ontem como hoje cometem-se crimes por o homem que tanto fala em igualdade ter dificuldade em aceitar o seu semelhante com respeito pelas suas ideias e opiniões.

Entre nós, a palavra “Pide” já foi esquecida; para trás ficou a imagem de alguém que perseguiu muitos inocentes…

Nos tempos que correm, continuamos a ouvir falar em democracia, paz entre os povos, respeito, para entretanto constatarmos que o mundo não sossega; os opressores, invasores ou déspotas esquecem que o seu poder é efémero, a sua vida curta e cometem a todo o momento horrores que nos fazem lembrar o passado.

Afinal, os direitos cívicos são ainda, para muitos, apenas uma miragem, por vezes uma luz que surge no além para logo desaparecer. Que pena não ser possível o respeito entre os homens, a fraternidade, a vontade de semear paz e amor, em vez de ódio e terror.

Não basta apregoar a liberdade e a igualdade, a democracia ou o socialismo; é fundamental ter presente, a todo o momento, o outro, o igual, homem ou mulher que como tal não tem apenas deveres mas também o direito de ser gente, a dignidade que todo e qualquer cidadão e em qualquer Estado deve merecer de toda a sociedade. Diferenças, apenas as que decorrem de situações naturais, da própria vida e evolução social.

Num mundo de tanta violência, vale a pena lembrar o Dr. King que, afinal, foi defensor da paz e prémio Nobel. Quantos cidadãos anónimos ou não, continuam ainda hoje a pedir paz e dignidade…
A maior homenagem merecem homens como o padre Abel Varzim pelo empenho e dedicação em favor dos mais desfavorecidos e pelo trabalho em prol da classe operária, na defesa dos seus direitos; e D. António F. Gomes, em defesa da liberdade; enfim, todos os que se preocupam com os problemas da sociedade, do Homem, dos direitos fundamentais, que diariamente vão sendo esquecidos em todo o mundo.




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