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A Escola e a Família – suas megacompetências

Estratégias de Intervenção (7.ª parte)
Reforço Social (continuação)

C. O reforço deve ser individual

N/D
31 Out 2003

Como sabemos, as preferências variam de pessoa para pessoa. Ao professor pode parecer que os reforços sociais que selec-cionou têm aplicação “universal”.

Nada mais erróneo. Alguns discentes podem quedar-se satisfeitos com uma referência motivadora exarada nos exercícios ou até com uma simples carícia, mas detestam que lhes gritem. Ao invés, outros podem mostrar-se indiferentes aos louvores (escritos ou orais) ou execrar carícias, mas, porém, dão primazia à chamada de atenção por meio de ralhos admoestadores.

Além disso, há docentes que se lastimam de ter utilizado reforços positivos sem resultados palpáveis. Com efeito, por exemplo, dizer em voz alta ao discente perturbador, diante da turma, que ele “é bestial” pode deixá-lo envergonhado, não sendo adequado nesse caso o reforço escolhido. Poderá, inclusive, produzir efeitos opostos ao previsto, agravando-se no aluno a sua postura indesejada.

O único critério para saber se o esforço seleccionado é eficaz para determinado discente é observá-lo e fazer a contagem das ocorrências do comportamento-alvo pretendido.

Suponhamos que o docente decide diminuir a ocorrência do comportamento “gritar” e aumentar o surgimento do procedimento “levantar a mão para falar”. Neste caso, alterando a estratégia, o professor deve reforçar o aluno com elogios, sorrisos, etc., quando ele levantar o braço para intervir, ignorando-o sistematicamente sempre que grite.

Para se certificar do sucesso desta táctica, pode continuar a registar o surgimento dos gritos – se e quando estes ocorrem – e compará-los com a “linha de base”.

Se a percentagem de gritos diminuir, é porque a táctica preferida (elogios e sorrisos) é eficaz. Se os gritos aumentarem ou se mantiverem ao mesmo nível, deve tentar-se outra intervenção, como, por exemplo, uma carícia, uma chamada de atenção por parte dos colegas, etc. Tudo dependerá do aluno, do comportamento e, sobretudo, da sua ocorrência ao ignorar ou reforçar diversos tipos de postura. Gaste-se o tempo que se achar necessário para descortinar aquilo que pode reforçar os diferentes alunos, o que evitará futuras perdas de tempo e de esforço.

Em qualquer caso, o professor deve fazê-lo, observando-o:

– quando interage com ele;

– quando interagem com o aluno;

– quando ele observa a interacção do docente com os outros estudantes;

– quando o discente observado está com os colegas (sem o controlo do professor).

(Continua nos próximos números)




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