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O imediatismo da comunicação social

Há aproximadamente um ano surgiu como tema destacável e muito lamentável, a pedofilia no meu país.

N/D
29 Out 2003

Entre os suspeitos, acusados e presos preventivamente, a opinião pública espantou-se com nomes bem conhecidos, um dos quais estimado e admirado por uma vasta fatia da sociedade.
Os órgãos da comunicação social (realço a TV) aceleram o ritmo da notícia e, diariamente, encheram-nos de sugestões, suposições, opiniões, imagens, mais imagens e imagens (que repetição!)

Sempre que familiares dos acusados e difamados se dirigiam aos locais de “albergue”, visitando-os, já que é um direito de qualquer cidadão tem, lá estava em grande peso a TV (…)

Assisti e vi cenas lamentáveis (às vezes concluo que trabalhar em televisão só interessa obter imagens, já que a notícia ime-diata é a que mais lhes importa). Quantas vezes lamento certas atitudes, só para obtenção de notícias desagradáveis. Enfim.

Entretanto, infelizmente, têm sido imensos os que, pelos mesmos actos repugnantes, são presos; mas como não são destacáveis, a televisão não os identifica. Mas era bom que revelassem a sua identidade. Não são cidadãos como os outros? Ou não interessam para as audiências? Afinal, também conotam as diferenças sociais, económicas, mesmo pelos mesmos actos dos destacáveis.

Por isso, é que muitas vezes revelam dois pesos e duas medidas. Gostaria de saber quem são estes incógnitos, porque quem pratica o mal deve ser devidamente identificado. Precisamos e devemos conhecê-los.

Por estes comportamentos e atitudes desiguais, é que concluo que, para a TV, o que for notável é que deve ser noticiado. Não é assim que se deve e fornece televisão atractiva.

Fazer televisão é informar; e há muita falta de notícias credíveis, interessantes e informação qualificada, já que há tantos portugueses que só gostam do que é mau e de mal-dizer; o jornalismo, da TV está cheio deste tipo de jornalistas. Mas, claro, o que se pretende e anseia é que seja o meu canal a dar notícias em 1.ª mão. É sempre correcta e a melhor?

Andam todos atrás uns dos outros, só por causa das audiências. Que luta feroz e agressiva. Como lamento! Há portugueses que, também fazendo parte do povo, não gostam e rejeitam estas atitudes e comportamentos. Deixem de ser tão “bombásticos” e repetitivos. Aprendam e esforcem-se a fazer boas notícias.

É preciso separar o “trigo do jóio”; nem sempre o que se mostra é correcto. É bom não esquecer que a televisão facilmente manipula imagens e, por isso, pode ser colocada em dúvida.

Não sejam massacradores e repetiti-vos. Há imagens e notícias que cansam. É bom lembrar que falar e mostrar constantemente o mesmo irrita, desespera e perde o realce.

(…) Existe tantas possibilidades de reportagens, notícias e informação boa para nos fornecerem; não queiram destacar e abusar em nos dar aquilo que não queremos e não gostamos. Disto, eu não quero, nem suporto.

Sejam mais educativos e menos difamadores. Difamar, é muito feio. Portugal está farto de ser mal tratado. (…) Trabalhem e lutem com deontologia e brio profissional.
É importante que alterem a forma de dar as notícias. Procurem informação agradável e, com qualidade.

Por aqui, fico.




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