Fotografia:
Chover no Molhado (22)

Uma vez que a Razão, por ser livre em sua actuação e livre também
por se mover em todas as direcções positivas, justifica, com sua abertura e aceitação e coerência em seu discorrer, a possibilidade efectiva da existência real e concreta dum ser inteligente, poderoso, criativo e amorável, e cuja existência real e concreta é confirmada apoditicamente pela revelação, que lhe dá o nome de Deus, sua projecção pela imaginação, gigantesca e ousada, deixa agora de ser, por aval da autoridade da Razão, uma ilusão vã e fantasista. Do mesmo modo, por aval da autoridade da Razão, a emoção, o sentimento, o afecto, a paixão, deixam de se alimentar no enorme vácuo da fatuidade. Pode então, agora, a imaginação real e concretamente, fazer-se velozmente à vela e a emoção, o sentimento, o afecto e a paixão, abrirem escancaradamente suas comportas, em cachoeiras caudalosas, para Deus. Contudo, minha intenção, como crente, não era falar da existência de Deus, mas, isto sim, encontrar nas relações com este o descanso e a paz, que a pessoa humana tanto anseia.
Vou, então, acolher a recomendação de Freud, ateu confesso, de seguir o princípio da realidade, que é o testemunho da Razão, a fim de que, seguindo-o, a pessoa se integre em seu meio ambiente e solucione, ajustadamente, seus problemas. Posta, que está, a existência real e concreta deste ser que é Deus, advoga–se, então, a integração da pessoa humana em seu todo, mente e coração, através de suas ajustadas relações cognitivas e amorosas, no seio dessa realidade concreta, que é Deus, para solucionar adequadamente as exigências, impostas pelos seus problemas actuais, que são as da pessoa se tornar progressivamente mais pessoa.

N/D
29 Out 2003

«Pode então, agora, a imaginação real e concretamente, fazer-se velozmente à vela e a emoção, o sentimento, o afecto e a paixão, abrirem escancaradamente suas comportas, em cachoeiras caudalosas, para Deus. Contudo, minha intenção, como crente, não era falar da existência de Deus, mas, isto sim, encontrar nas relações com este o descanso e a paz, que a pessoa humana tanto anseia.

Vou, então, acolher a recomendação de Freud, ateu confesso, de seguir o princípio da realidade, que é o testemunho da Razão, a fim de que, seguindo-o, a pessoa se integre em seu meio ambiente e solucione, ajustadamente, seus problemas. Posta, que está, a existência real e concreta deste ser que é Deus, advoga-se, então, a integração da pessoa humana em seu todo, mente e coração, através de suas ajustadas relações cognitivas e amorosas, no seio dessa realidade concreta, que é Deus, para solucionar adequadamente as exigências, impostas pelos seus problemas actuais, que são as da pessoa se tornar progressivamente mais pessoa.




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