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Para eles mas não deles…

Refiro-me aos Estudantes. São uma parte muito importante da nossa sociedade, mas não a única, nem mesmo a primeira… A Escola, desde o básico ao superior constitui um grande investimento do Estado, com resultados compensadores, a médio ou longo prazo… Não devemos, porém, esquecer que, antes das Escolas (mormente a superiora), já havia cidadãos, organizados em sociedade…

N/D
25 Out 2003

As Escolas, julgadas úteis e até necessárias, existem para os Alunos mas, não são propriedade exclusiva dos Alunos… Estes não podem, nem devem arrogarem-se o direito de abri-las, mantê-las abertas ou fechá-las (muito menos a cadeado), conforme lhes convém ou apraz… Sem funcionários, professores e regulamentos, a Escola seria uma utopia…
Aceito que os Estudantes, reunidos ou não em assembleia, decretem lutar (por meios justos) em favor de certas reivindicações ou benefícios. Acho até conveniente que, em diálogo construtivo, se esforcem por valorizar a sua Escola com a colaboração razoável e possível dos governantes a quem compete superintender, mesmo para além das autonomias universitárias…

No concernente ao Ensino Superior onde há muitas sensibilidades económicas, sociais e até políticas, julgo mais que justo o pagamento de propinas, mesmo com sacrifícios familiares… Os Estudantes são cidadãos e não podem exigir apenas regalias, presentes e futuras. Eles e famílias devem saber que o Estado gasta muito com a Educação, apesar de alguns Estudantes se portarem no rendimento e aproveitamento como vergônteas secas ou raquíticas…

Se formos analisar, nem sempre (quase nunca) os que mais reivindicam são os mais necessitados e aproveitadores dos estudos… Geralmente, os filhos de famílias com menores posses são os mais resignados, mais aplicados e menos reivindicativos. Sabem o sacrifício que provocam na família e querem, o mais cedo possível, concluir o seu curso e ganhar a vida…

Concebo (tenho mesmo que admitir) o recurso à greve, só, em última hipótese e após impossibilidade em vencer pela razão, que não pela força…

Cadeados nas portas, para impedir a entrada de quantos queriam cumprir os seus deveres ou exercer os seus direitos, ai! isso não! Liberdade de decisão mas sem coarctar à força a liberdade dos outros… As maiorias contam-se pela soma das unidades que circulam livremente… Cadeados e “cadeia” talvez façam bom casamento…




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