Fotografia:
Chover no Molhado (21)

Vamos deixar, então agora, que nossa pessoa conceda, à sua Razão, a liberdade de se mover em todas as direcções positiva e realisticamente razoáveis. Movida na direcção do campo científico, nossa Razão aceita, no organismo humano, e aceita porque isto está aqui, a pluralidade e a diversidade de órgãos com suas respectivas funções e interfunções, obedientes à medida e regidas por leis e condicionadas por seu meio ambiente e pelas oportunidades de agir.

N/D
23 Out 2003

Movida na direcção do campo filosófico, a Razão não se coíbe de aceitar a possibilidade efectiva da existência real e concreta duma primeira Razão eficaz, razão essa que, agindo, lhe concede a potencialidade de ser, de ser organismo humano, em sua crescente evolução; do mesmo modo não se coíbe, a Razão, de aceitar a possibilidade efectiva da existência real e concreta duma Razão primeira, movida por seu objectivo real, concreto e bem definido. Ei-lo: o aparecimento do ser humano, dotado de razão, inteligente, livre e com a capacidade de criar e amar. E não se coíbe, também, de aceitar a possibilidade efectiva da existência real e concreta duma primeira Razão que, agindo, lhe concede a potencialidade de ser semelhante a Si. O homem é parente de Deus, dizia Sócrates. Nossa Razão, por tudo isto, não se coíbe de aceitar a possibilidade efectiva desta primeira Razão, real e concreta, que é o ser sumamente inteligente, poderoso, amorável e Criativo. O pensamento de Platão, de Aristóteles… de Descartes, de Leibniz, de Galileu, de Newton, de Kant, de Hegel… e muitos outros, não parece desviar-se da aceitação racional e científica da existência real e concreta deste ser sumamente inteligente, poderoso, criador, amorável, a que dão o nome de Deus. Movida na direcção do campo religioso, nossa Razão não se coíbe de aceitar a possibilidade efectiva da existência real e concreta de um ser, que, estando fora do próprio organismo humano, o ama. Pois aqui, aqui no organismo humano, está sua mente e seu coração.
E quem é este ser real e concreto? Só a revelação, por intermédio de Cristo, elucida definitivamente a Razão humana. Este ser revelado, que a Razão ansiosamente procura e com quem a pessoa, por exigência de seu ser real, concreto e profundo, tem de estabelecer relações positivas de conhecimento e de amor, é a Pessoa de Deus.

Todas estas direcções são forças inteligentes ao dispor da pessoa para a construção do seu mundo interior, em verdade, em bem, em bondade, em beleza.




Notícias relacionadas


Scroll Up