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Preservativo: uma polémica

Levantou-se um autêntico terramoto contra o Cardeal López Trujillo, Presidente do Conselho Pontifício para a Família, a propósito do uso do preservativo. Mesmo na “católica” Lusitânia se levantaram vozes assaz violentas contra a opinião do eminente purpurado. «Que era um crime contra a humanidade». «Que era inadmissível». «Que….».

N/D
22 Out 2003

O que disse, afinal o Cardeal Trujillo? Simplesmente uma evidência: não se pode falar de sexo seguro quando numa relação sexual se usa o preservativo. E é verdade.
Se pode dar uma “certa” protecção do vírus da Sida, não protege os indivíduos que o usam com total eficácia: nem sempre é colocado correctamente; nem sempre é resistente e nem sempre é 100% impermeável. Além disso, há outras doenças, sexualmente transmitidas, como a sífilis, que podem ser transmitidas e em relação às quais o uso pode não ser minimamente eficaz.

As campanhas brutais que têm sido feitas a nível mundial, sob a pressão e a batuta de interesses bem conhecidos, são autenticamente fundamentalistas, promotoras da promiscuidade e da irresponsabilidade! Sei, por exemplo, que em algumas escolas, se têm distribuído a alunos caixotes de preservativos.

Esta “fartura”, feita em nome da educação sexual, não educa ninguém. Até porque a educação sexual é muito mais do que ter relações sexuais com preservativo!

Infelizmente as organizações que promovem o uso de preservativo têm apoios enormes das multinacionais que os fabricam ou do próprio Estado português, contrariamente às que lutam por uma educação sexual humanizada e integral, respeitadora das dimensões biopsicossociais e espirituais que definem a Pessoa Humana. Estas vivem à míngua de apoios e na penúria de meios. Ai de quem ouse propor projectos de educação sexual que não ponha como prioritário e essencial o uso de preservativos!

O Cardeal Trujillo disse o que devia dizer. Numa sociedade democrática todos têm o direito a expor o seu ponto de vista e defendê-lo com coerência. Como fez o Presidente do Conselho Pontifício para a Família. A democracia ainda não chegou a algumas mentes ditas avançadas!

Ainda bem que há vozes que têm a coragem de dizer o que deve ser dito, que ousam correr o risco de ir contra a corrente e não temem o enxovalho público por parte de cidadãos que não aceitam que haja outras formas de pensar que não seja a sua!




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