Fotografia:
Reencontro Campelo/Portas

Nas festas do concelho de Ponte de Lima, ocorridas no fim de semana de 20//9/03, num bonito sábado de Sol e temperatura agradável, o presidente eleito e muito estimado e apoiado pelo povo limiano, Eng.º Campelo, não sei bem porquê, convidou Paulo Portas, ministro na actualidade, para estar presente na comemoração das mesmas.

N/D
21 Out 2003

Fiquei estupefacto e desacreditado com tal atitude do autarca, que não precisa de protagonismo, para fazer as pazes com o presidente do seu partido, em praça pública, sujeitando o ministro a ser apupado por inúmeros populares que, tal como eu, não esqueceram o que Paulo Portas lhe fez, quando Campelo, resolveu, e muito bem, aprovar o orçamento do governo socialista, em 2001. Para, além de o mesmo ser aprovado por maioria de votos parlamentares, fê-lo com o intuito e perspicácia de colher dividendos para a melhoria e desenvolvimento do seu concelho.
Esta atitude, perante a posição do partido, saiu-lhe caríssima, já que a direcção do partido não lhe perdoou (…); e caiu o Carmo e a Trindade. Ou seja, foi severamente punido e violentado pela atitude prepotente e demagógica de Paulo Portas e seus compadres de direcção.

O Eng.º Campelo, que foi imensamente enxovalhado pelas forças políticas de direita, decidiu fazer uma ligeira greve de fome; e o seu povo, sempre do seu lado, enviou-lhe, quase diariamente, para o local de luta, uma série de produtos de qualidade, de ordem alimentar, para ao mesmo tempo promover a sua qualidade, o seu queijo limiano, e, sem passar muita fome, se fosse alimentado.

O partido, que na sua maioria é composto por meninos “queques” e “filhos do papá”, nada tem a ver com a origem familiar do autarca que, como eu, provém da classe média.

Eng.º Campelo, não deves esquecer-te que, sendo do povo, este mesmo povo, logo a seguir à candidatura a novo mandato, mesmo concorrendo como independente, deu-te a vitória com grande maioria de votação. Ele sabia e não tinha esquecido o quanto lutaste pela patente do queijo limiano e não só. Não precisas de te rebaixar aos que te espoliam; e fica-te muito mal convidá-lo, só porque agora é Ministro e envaidece o teu partido. Ou, será que tu mudaste?

(…) Campelo, não deves esquecer que o mesmo povo que te elegeu, faz-te o contrário e mais depressa do que julgas. Deves ser coerente; não esqueças que lutaste e venceste, sem o apoio do Partido e, por isso, não deves sujeitar-te a posições, que nem sempre engrandecem um homem com dignidade e personalidade. (…) Apesar de tudo, um abraço para ti; e não esqueças que sempre foste um autarca que admirei, e não sou do teu partido. É importante que mantenhamos sempre a mesma linha de rumo.




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