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Nótulas soltas na minha agenda…

1Alguns jornais da última semana deram particular relevo ao facto de haver farmácias que se recusam a vender a chamada “pílula do dia seguinte”. Um escândalo que não deveria ser tolerado numa sociedade livre e… plural, aberta e transparente!

N/D
16 Out 2003

O disparate começa logo pelo titulo (cf. p.ex. “Público” do dia 4): Farmácias católicas! Como se houvesse supermercados católicos, mercearias católicas, sapatarias católicas… Intencionalmente, creio, confundiu-se farmácias dirigidas tecnicamente por farmacêuticos católicos, com Farmácias católicas. É um erro crasso. Eu, se fosse farmacêutico, protestaria.
Depois, e é preciso não o esquecer, a chamada “Pílula do dia seguinte” (RU 486), não é senão a forma soft de dizer que é um abortivo precoce. A pílula em questão provoca o aborto, ao impedir a nidação do embrião. Não é politicamente correcto dizer isto. Vai ao arrepio do cinzentismo corrente e da irresponsabilidade sexual promovida a todo o momento. Paciência! É assim que eu penso.

Finalmente, julgo que aos católicos que exercem a responsabilidade de chefia de uma farmácia assiste o direito (e a obrigação!) de não colaborarem com algo que fere brutalmente as suas convicções.
Recordo, pois, que a “pílula do dia seguinte” é um instrumento químico posto ao serviço do aborto, além de promover a irresponsabilidade do acto sexual.

2. Anda por aí uma “Petição Pró-descriminalização do Aborto”. Encabeça-a um conjunto de nomes sonantes. Não desistem os defensores do Aborto. De facto, e mais uma vez, se comprova que “os filhos das trevas são mais sagazes do que os filhos da Luz”!

3. “Jesus Cristo, Portador da Água Viva” – uma reflexão cristã sobre a Nova Era, é um documento notável, actual e que já fazia falta sobre esse modo de ser, de pensar e de agir imbuídos de uma “filosofia” chamada “New Age”. Em boa hora o “Conselho Pontifício da Cultura para o Dialogo inter-religioso” o publicaram. Num tempo em que proliferam as astrologias, as magias, as “espiritualidades” orientais, certos “misticismos” e outros fenómenos idênticos, será bom que este documento, especialmente dedicado a quem, se ocupa com a pastoral (atenção aos jovens!), não entre no esquecimento.

4. Não posso, também, deixar de referir a Exortação Apostólica Pós-Sinodal – “A Igreja na Europa”. A sua actualidade é gritante. Deveria merecer reflexões, debates ou conferências. Já.

5. Os incêndios de Verão são uma vergonha. Para os políticos (todos). Para os proprietários florestais (inclusive o Estado). Para quem nada fez. Para quem provocou os incêndios. E agora? Os criminosos serão castigados severamente? As leis de protecção da floresta serão para aplicar? Começarão a disponibilizar-se os meios necessários? Já começou a prevenção dos incêndios?

6. … Já só falta dizer ou escrever que a “eutanásia papal” se impõe!

Uma loucura colectiva apoiada e promovida pela comunicação social doente, vota e perora sobre o Papa e a sua possível abdicação tão desejada. O Papa é uma voz incómoda. É uma presença que exalta valores ousados, mas que “chocam” de frente com o hedonismo reinante ou com a “apostasia silenciosa” que conquista cada vez mais pessoas.

… Sim, o balanço deste papado é positivo. O Papa é mediático. Conquista a presença dos jovens… Mas o Papa não cede no essencial. Nem podia ceder. Por exemplo a defesa do direito à vida, da concepção à morte natural, não é um princípio do direito canónico, alterável ao sabor do pensamento em voga. Não é uma norma modificável pois é de direito divino – “Não matarás”! – Como tem sido corajosamente intransigente na defesa da Família (nunca nenhum Papa escreveu tanto, como este, sobre a Família!).

Como ninguém, este Papa, com coerência total, tem defendido os direitos humanos, a Paz ou Justiça Social. Nunca receou ser “politicamente incorrecto”, mesmo junto dos grandes e poderosos!
Como nenhum outro, este Papa, na “Barca de Pedro” – um avião – percorreu o mundo todo, anunciando a todos os homens a BOA NOVA, mesmo quando as forças já Lhe faltam.

João Paulo II, Pastor Universal, merece o nosso carinho, o nosso respeito e a nossa admiração.
Por isso, “VIVA O PAPA!” que é incómodo e não tem medo nem tem receio de clamar bem alto e em todas as circunstâncias os valores fundamentais da Fé e do Direito Natural! É por isso que o saldo do papado é positivo!




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