Fotografia:
757. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga:

1Sentado na relva, o casalinho arrulha. Beijinho p’raqui, beijinho p’rali, abra-ço apertado, abraço sentido! E caem na relva! Rolam e rebolam! Uma gargalhada, um gritinho álacre! E, de novo beijinho p’raqui beijinho p’rali, sentados na relva! Abraço sentido, abraço apertado!

N/D
15 Out 2003

E ela, cheirando:

– Eh! Pá, fede que farta!

E ele, espiando

Tens a blusa borrada! E é trampa de cão!

E a tarde a cair. Assim mesmo, em plena Avenida Central a relva tão verde é feia armadilha. Porque às vistas dos donos, às vistas de todos, os cães por ali vão-se aliviando.

2. É que, senhor Presidente, essa coisa linda e higiénica de pôr os donos a apanhar o cocó dos canídeos, não passa de treta, de pura utopia!

Se quer que lhe diga, vejo por aí muitos cães a deambular e nunca assisti a essa operação de verdadeira profilaxia individual e social. Será que, quando saem à rua, os donos lhe metem uma rolha no colector?

É óbvio que, apesar da boa vontade do pelouro do Ambiente em criar legislação abundante e lançar campanhas de sensibilização, como esses tímidos cartazes que, pelos jardins, apelam à serventia pró-canina, tudo continua na mesma, ou pior, em certas zonas.

Porque se está na moda ter cão e tão pouca gente está preparada para o ter, não é com medidas de tanta pedagogia, ou paninhos quentes que se vai educar quem não tem o dito substrato. Mas só mesmo com o pau no lombo o que, em termos práticos significa, com uma fiscalização apertada e a aplicação de duras penas.

Palavra de honra, senhor Presidente, que eu pagava para ver algumas madames, todas sofisticadas e dengosas, que nunca limparam o rabo aos filhos a vergar a espinha para apanhar as abundantes descargas intestinais dos seus bem nutridos lulus! Bem como outros tantos cavalheiros, tão cheirosos e engraxados, a carregar para casa, ou para o contentor, o saco de amplos dejectos, quando eles, apenas, querem os seus puras-raças para exibição e tratamento de traumas e taras infantis!

Também para mal dos nossos pecados, continua-se, impunemente, a passear, por aí, cães sem trela, nem açaime num claro desafio à fiscalização municipal e ameaça à segurança dos cidadãos. Já para não falarmos na saga dos vadios que representam um perigo evidente para a salubridade pública.

Ora, senhor Presidente, se temos um corpo de polícia municipal, numeroso e operacional, apeado e motorizado, embora beneficiando do estatuto do funcionalismo público, que ele não se fique pelo controlo rodoviário e ataque esta praga autárquica, mormente ao cair da noite, ou já noite dentro.

Depois, quem sabe pode ser este o vigésimo passo na caminhada da sonhada candidatura de Braga a capital nacional (primeiro) e europeia (depois) da cultura. Tijolo a tijolo se levanta a construção!
Com os melhores cumprimentos e até de hoje a oito!




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