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Pouca vigilância e informação nas auto-estradas

Há quase dois anos, na sequência de uma sugestão que enviei à Brisa, recebi o seguinte esclarecimento: “A Brisa irá dotar, a curto prazo, toda a rede das auto-estradas concessionadas de câmaras de vigilância, associadas a painéis de mensagens variáveis, as quais permitirão não só dar informações atempadas das condições de circulação aos nossos clientes, mas também intervir com mais rapidez e consequentemente com mais eficácia em situações anómalas que eventualmente ocorram nas auto-estradas”.

N/D
14 Out 2003

Lembrei-me desta intenção quando tomei conhecimento do trágico acidente causado por um automobilista que circulou cerca de 30 km em contramão, na A3.
Lembro-me da referida intenção quando vejo inúmeros condutores a circularem, na auto-estrada, em excesso de velocidade, colocando não só a vida deles em perigo, mas também a dos outros.

Lembro-me da intenção da Brisa quando, por motivos de obras, sou surpreendido, em plena auto-estrada, por filas intermináveis de veículos.

Ainda recentemente, a Brisa encerrou provisoriamente uma saída sem portagem (em Grijó), por motivo de obras, e não alertou os automobilistas quer para o congestionamento da via quer para o pagamento excepcional de portagem.

Apenas um painel (minúsculo, pois os grandes são para publicidade, como por exemplo para anúncio das frequências das estações de rádio) colocado perto da última saída do IP1 (para quem se dirige para Lisboa proveniente de Braga), indicando o encerramento do “nó de Grijó”!

Lembro-me, ainda, daquela intenção quando me apercebo do valor da portagem para o percurso Braga/Guimarães ou Braga (Celeirós)/Porto.

Creio que, assim, se compreende por que razão a Brisa pode ser considerada «um campeão nacional» (Expresso, 31/08/2002). Tem uma elevada rentabilidade, não tem concorrência às suas auto- -estradas e pouco investe na segurança dos seus clientes.




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