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Chover no molhado (20)

Por analogia com o televisor, que é que, biológica ou fisiologicamente falando, encontramos no organismo humano? Também aqui deparamos com uma pluralidade e uma diversidade de órgãos e cada um com suas funções e interfunções bem medidas. Tudo aqui, no organismo humano, venera a organização; a organização venera a unidade; a unidade venera a harmonia; e a harmonia venera o propósito bem definido. Tudo aqui está inteligentemente ordenado ao florescimento da mente, da auto-consciência, da liberdade, da criatividade, do amor, das acções, das interacções e respectivas reacções. E interrogo minha Razão: quem é o responsável por todo este propósito bem definido de que eu, pessoa, tenho auto-consciência? De quem vem esta ordenação harmónica e inteligente?

N/D
14 Out 2003

Que tudo isto se encontra no organismo humano, como um todo, a Razão, se proceder em liberdade, confirma-o. E que o organismo humano, considerado aqui como um todo, é progressiva e evolutivamente manifestador de tudo isto, nossa Razão, como livre, também o não pode ignorar. E a quem vai nossa Razão responsabilizar por este propósito e por esta ordenação inteligente e progressivamente evolutiva, imanente em nosso organismo? Certamente, para ser coerente em seu discorrer e por analogia com o televisor, a um ser sumamente inteligente, que, embora a estar para além do organismo humano e do próprio mundo, nele manifesta sua mente e seu coração. E quem é este ser poderoso, sumamente transbordante de inteligência, de liberdade, de criatividade e de amor, que está para além do organismo humano? De onde vem esta força? Do acaso? Mas contra esta força está a ciência. Da necessidade? Mas contra esta força está a liberdade. Donde vem esta força, então? A Razão nada me diz, mas abre-se em coerência e discursivamente para este ser e aceita-o. Mas quem é este ser? A Razão nada me diz!




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