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Outro ponto de vista…

Esta semana proponho em termos de reflexão duas situações aparentemente diversas, o concerto dos Rolling Stones em Coimbra e as razões apresentadas por Pacheco Pereira sobre a previsível não recondução a novo mandato no Parlamento Europeu.

N/D
10 Out 2003

Acerca do concerto inaugural do novo estádio de Coimbra, palavras poucas… Espectáculo imenso que nos remete para dimensões outras, experienciando-se mesmo, em alguns momentos um estado de extasia, próximo da fruição absoluta da verdadeira dimensão estética.
Espectáculo único, pelo menos para alguém que o vivenciou pela primeira vez e, teve a oportunidade de o fazer acompanhado por uma autêntica fã do lendário grupo.

Se o espectáculo foi de um nível superior, tudo o resto nos fez lembrar que afinal ainda estamos a anos-luz do verdadeiro desenvolvimento.

Quem como eu se deslocou do Porto, passou um autêntico inferno para chegar a Coimbra. Resolveu a Brisa fazer obras, interrompendo o tráfego numa das vias, causando engarrafamentos monumentais. Uma viagem que previsivelmente se faria em cerca de uma hora, passou a fazer-se em três; informação aos utentes, ninguém disponível para a fornecer… Uma autêntica vergonha!

Chegados a Coimbra um caos… Este o exemplo do bom planeamento e da organização das coisas. De bom, só o espectáculo! Tudo o resto, a manifestação pura da mais perfeita improvisação.

Porquê trazer à liça Pacheco Pereira?

Porque sendo livre de emitir opinião, deveria ser consequente.

Não deveria manter-se no Parlamento Europeu, quando não concorda com a solução governativa encontrada para o seu País.

Recorde-se que esta solução foi a desejada pela maioria dos portugueses.

Porque aparece só agora? Porque esteve tanto tempo sem opinião publicada?

Este carácter de improvisação, na organização das coisas e na gestão das coisas públicas, parece-me aparecer muitas vezes.

Não basta proclamarmo-nos modernos e europeus, devemos antes procurar ter comportamentos adequados.

Depois de findo o tempo da festa, que sempre nos parece espectacular, sobra o espaço do que verdadeiramente somos. E às vezes, muitas, somos muito improvisadores…




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