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Chover no Molhado (19)

A atitude que vou tomar, antes de tentar fazê-lo, é a de dar liberdade à Razão para que ela se possa mover em todas as direcções positivas. Após isto, a Razão se pronuncie sobre sua responsabilidade de se envolver ou não na existência concreta da realidade de Deus.

N/D
9 Out 2003

Freud advoga o princípio da realidade, saído da Razão, a fim de que a Razão, conhecendo-a, permita à pessoa a sua integração ajustada em seu meio ambiente para solucionar adequadamente seus problemas. Vou seguir, então, este princípio e tentar colher da Razão as razões que me oferece sobre a abertura para a existência ou não existência da realidade concreta de Deus. Vou-me servir, então, da televisão, aparelho por todos nós conhecido. Sua técnica é constituída por uma multiplicidade e diversidade de peças. E cada uma com suas respectivas funções. Tudo aqui está organizado e ordenado a satisfazer um propósito bem definido: o da percepção de imagens; de movimentos; de cores; de sons; de volumes; de contrastes…
A pluralidade, a diversidade, a organização, a unidade, a ordem, a medida, as funções de cada peça e o propósito bem definido, são manifestações não alheias da inteligência humana. A inteligência dos cientistas e a inteligência dos técnicos está aí, bem como seu coração. Contudo seus construtores, cientistas e técnicos, movidos em seus propósitos, concreta e realmente, não estão aí dentro do televisor. Saboreiam, aqui e acolá, a fresca brisa… Que isto é assim, é. São razão científica e a razão técnica que o afirmam sem dar lugar à força da contestação.




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