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As passagens aéreas para os peões

Criaram-se há cerca de quatro/cinco anos, em Braga, como solução prioritária, as passagens aéreas para os peões, como forma de os proteger e defender dos gravíssimos acidentes mortais (…). Mas da forma como foram estruturadas, parecem e convidam os automobilistas a rolarem, como se estivessem numa competição automobilísticas, só vendo (…) Aliás, as travessias aéreas, sempre que se avistam, convidam mesmo a acelerar.Criaram-se há cerca de quatro/cinco anos, em Braga, como solução prioritária, as passagens aéreas para os peões, como forma de os proteger e defender dos gravíssimos acidentes mortais (…). Mas da forma como foram estruturadas, parecem e convidam os automobilistas a rolarem, como se estivessem numa competição automobilísticas, só vendo (…) Aliás, as travessias aéreas, sempre que se avistam, convidam mesmo a acelerar.

N/D
8 Out 2003

A construção destas infra-estruturas teve alguns efeitos, já que os atropelamentos dos peões (os automobilistas também são peões; eu sou simultâneamente, as duas coisas) sem diminuírem para zero (impossível?) reduziram, baixando, apesar de alguma sinistralidade mortal.

Voltando ao assunto: estas são enormes e enfermam de pormenores que, antes de planeadas e construídas, deveriam ter sido bem estudadas, já que, além de longas, têm uma camada superior a revesti-las que, com o decorrer do tempo se desgasta, originando algumas escorregadelas, quando percorridas (…)

Já as utilizei, observei-as bem, por fora e no percurso; requerem bastante cuidado, já que, no sentido descendente, além de se andar devagar, tornam-se bastante escorregadias e têm que se aplicar os “travões”; quando se utilizam nas subidas, verifica-se e conclui-se rapidamente que não foram pensadas para as pessoas mais idosas, nem tão pouco para deficientes motores; nem para uma mãe com filho de colo.

Como prova destas deficiências (…), conta-se pelos dedos das mãos quantas pessoas as usam; muito poucas.

Por isso, muitas vezes expõem-se ao perigo (…) que muitas vezes é fatal. Isto é incorrecto e muito arriscado.

As passagens à superfície são altamente perigosas e estão muito mal sinalizadas, uma vez que a circulação de automóveis é intensa e muito agressiva. A maior parte das vezes, os condutores não se apercebem nem se lembram da sua existência.

Claro que, uma vez mais, o condutor é inconsciente e nem sequer se lembra que também é peão (parece quase o jogo do rato e do gato).

É urgente sinalizá-las e, antecipadamente, identificá-las. Além disso, perto delas, importa colocar lombas; ou, então, como já vi, sinalização luminosa.

Quando se passa a rotunda Santos da Cunha, em direcção a Ferreiros, até arrepia ver os peões a atravessar as duas passadeiras existentes, a correr (…) porque os condutores não cumprem o limite de velocidade, que está devidamente sinalizado, verticalmente. Esta via, com duas faixas no sentido que frisei, convida à velocidade, já que há inúmeras ultrapassagens.

A cidade de Braga, tem uma circulação rodoviária muito agressiva. Foi feita e pensada em escoar o trânsito e não para protecção e defesa do peão (…)

Reconheço que as infra-estruturas melhoraram imenso, já que praticamente não havia espaço. Mas se tivessem começado pelas redes viárias (…) as soluções poderiam ser melhores e, certamente, ter-se-iam poupado imensas vidas, tantos desastres e atropelamentos.

Mas – não o esqueço – o ser humano, como peão, tem que aprender muito.




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