Fotografia:
Chover no Molhado (18)

Correlativamente ao problema da continuidade ou não continuidade evolutivamente dinâmica e progressiva da pessoa humana após a morte, é o da existência ou não existência, por nós assumida, da realidade concreta de Deus, bem como de sua vivência ou não vivência, por nós também assumida. Acontece, porém, desresponsabilizar a Razão de se envolver em tal existência, uma vez que ele, a existir, transcende o próprio mundo que habitamos e, portanto, torna-se gratuita a intervenção da Razão nessa direcção.

N/D
2 Out 2003

Mas, certo é que todos nós falamos de Deus e nos referimos a ele como sendo amor, omnipotente, sabedor, justo. Só que, e o problema está aqui, todas estas referências não passam duma projecção gigantesca de nossa imaginação, acalentada por nossos sentimentos e emoções. E a imaginação, aqui é que está o nó górdio, projecta-o na ânsia de encontrar aí um arrimo para acalmar as ondas alterosas de nossos medos, de nossas inseguranças e para dar força à fraqueza de: nossas forças e trazer esperança e paz a nossas preocupações. E como tudo isto são apenas projecções de nossa imaginação, aquecida por nossos afectos e paixões, eis que as pudemos sepultar, como vãs, no poço das ilusões. Tudo isto foi dito e continua a dizer-se.
Tais ditos são rubricados por grandes intelectualidades tais como: Feuerbach, Nietzsche, Wagner, Marx, Engels, Freud… Mas grandes intelectualidades são aquelas que ajudam, inteligentemente, a pessoa a libertar-se do mal em ordem ao bem global. Porque deste, ao bem supremo, medeia, apenas, um escorregão evolutivamente progressivo. Porém podemos nós desresponsabilizar a Razão de tal intervenção? Não terá a Razão razões para se pronunciar? É o que vou tentar fazer.




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