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A Escola e a Família – suas megacompetências

No que concerne às consequências, incluem-se nelas os acontecimentos que se seguem ao comportamento desajustado e que, de uma forma directa ou indirecta, são por ele motivados. É o caso dos prémios, elogios, admoestações, punições, agitação na aula, irritação do professor, riso da turma, etc, que constituem respostas a acontecimentos (estímulos) específicos na sala de aula.

N/D
2 Out 2003

É óbvio que estas consequências são, por sua vez, condicionantes de uma nova ocorrência do comportamento em causa. De facto, quer o curso futuro dos acontecimentos, quer o acréscimo, o decréscimo ou a manutenção dos comportamentos perturbadores, quer ainda o sucesso ou insucesso do docente na sua gestão dependem fortemente daquilo que acontece após a emergência desses comportamentos.
É óbvio que estamos a considerar o comportamento como parte de uma interacção mais complexa entre o indivíduo e o meio ambiente, ou seja, no nosso caso, entre o aluno e o meio em que ele manifesta os comportamentos perturbadores.

Nesta perspectiva, a modificação deste tipo de comportamento pode ser alcançada através da alteração do ambiente em qualquer dos momentos fundamentais que o modelo ABC (designação americana: A – antecedent; B – behavior; C – consequent) comporta: momentos iniciais (antecedentes), momentos finais (consequências), ou ainda os dois momentos ao mesmo tempo.

Entrando agora propriamente na área das estratégias específicas de mudança dos comportamentos desviantes, começamos por seleccionar e desenvolver seis técnicas básicas: reforço social, gestão de contingências, contratos comportamentais, sistema de créditos, ensino positivo e autogestão. Estas técnicas são métodos eficazes de modificação de comportamento, dependendo o êxito (e o mérito) de cada uma delas da situação e do aluno perturbador.

I) Reforço social

O reforço social é o acto que consiste em dar a um indivíduo uma resposta socialmente recompensadora (consequência positiva) após a ocorrência do comportamento, o que faz com que a frequência deste aumente. Um sorriso, a expressão “bom trabalho”, pôr a mão afectivamente no ombro do aluno, um comentário sobre o modo sossegado como o discente entrou na sala, o “feed-back” positivo e os elogios são alguns exemplos de reforços sociais.

Embora ao alcance de todos os docentes, a maioria não os utiliza, arrastados pela rotina diária ou “prisioneiros” do esforço para ensinar e cumprir o programa. Quantas vezes é que os docentes interagem com os alunos perturbadores e lhes oferecem qualquer espécie de reforço positivo?
Quantas vezes lhes dão um simples sorriso ou um incentivo que promova uma relação saudável?

(Continua nos próximos números)




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