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Os novos e a política em Espanha

No país vizinho vão-se fazendo alguns trabalhos que nos permitem ver, examinar e enfrentar problemas reais da vida contemporânea e da sua repercussão na vida social, moral e política.

N/D
1 Out 2003

Estes trabalhos quando objectivos e seriamente feitos são muito importantes para vermos como se nos apresentam os tempos modernos e a sua repercussão no plano político, social e religioso.
O trabalho, que vamos apresentar aos nossos leitores é oportuno, pois nos apresenta a atitude dos jovens face aos tempos em que vivemos e a sua actividade para com os acontecimentos.

O trabalho foi realizado pelo catedrático de Sociologia da Universidade Complutuese de Madrid Andrés Canteras, e foi feitos em jovens entre os 15 e os 29 anos.

O inquérito realizado abordou temas resultantes do tema abordado neste título: “Sentido, valores e crenças nos jovens”.

Parece-nos que as idades abarcadas no inquérito nem todas podiam, certamente, dar respostas muito fiáveis, pois um jovem aos 15 anos e em volta deles não tem a análise que fará aos 29 anos.

Mas fixemo-nos nos elementos que o inquérito proporciona e que são estes:

– Só um de cada dez jovens espanhóis manifesta uma “tendência alta” de confiança nas instituições democráticas como o Parlamento, o Governo e os partidos políticos;

– Nos jovens entre os 15 e os 29 anos observa-se uma perda de crença absoluta nos valores e na ordem moral tradicional que se alarga às instituições que se caracterizaram pela defesa dos ditos valores como a Igreja Católica.

Há neste inquérito um facto a registar e é este: as opiniões mais críticas feitas pelas jovens sobre o futuro da Igreja procedem precisamente daqueles que se consideram fundamentalmente crentes e religiosos.

O jornal espanhol que dá a informação larga do sucedido faz esta síntese: «72 por cento concede pouca ou nenhuma credibilidade à Igreja Católica, embora 60 por cento afirme crer em algo ou alguém sobrenatural ou superior ao homem. Só a metade dos jovens que se considera mui religiosa, aceita dogmas católicos, e 80 por cento não acredita que haja uma religião que possua a verdade em exclusivo».

Trouxemos este facto registado em Espanha, que durante séculos, se apresentou como católica, para vermos como os tempos modernos tentam bater a religião e diminuir-lhe ou apagar-lhe a sua presença secular.

A ofensiva neste sentido alarga-se.

A Constituição da futura Europa também não quer que a religião cristã figure nesse documento.

Desde o Papa até políticos sérios e objectivos e a Historiadores são muitos os que reclamam a referência à matriz cristã da Europa nesse documento.

Os adversários da religião católica não desistem, apesar de o Santo Padre com excepcional nobreza ter-se batido, por diferentes ocasiões, para que o silêncio ceda lugar à voz histórica que enriqueceu o Velho Continente.

O ódio, a inveja, o facciosismo têm aparecido a contrariar essa opinião, aliás histórica e objectiva.
No plano político assistimos recentemente em várias partes do Mundo, até no historicamente conhecido como civilizado, à ofensiva anti-religiosa.

A Espanha há séculos que mantinha o seu respeito pela Igreja Católica.

O século em que estamos vive a política, olvidando uma força que ajudou a fazer o novo mundo que se viver longamente.

A própria política deseja crescer e desenvolver-se sem limitações de ordem moral e por isso assistimos a governos que desejam a religião na sacristia ou até no cemitério, desprezando o bem que trouxe à pessoa, aos povos, às Nações.

A moral e o espiritual não contam, se é que sabem o que essas palavras significam e exigem.

Nas poucas palavras que citamos neste artigo, a respeito do caso que se passa em Espanha, verificamos que o religioso, ou a palavra religião não têm o sentido, o significado, a vitalidade que os séculos lhe deram, e que a Igreja Católica tem ajudado a viver.

Certos políticos desprezam a História, ignoram voluntariamente a realidade histórica e desrespeitam os destinatários da verdade política: o homem, o cidadão.




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