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Educação, cultura e emprego…

Todos estamos preocupados com a situação que se vive no país e não basta já que responsáveis políticos declarem tomar medidas se elas entretanto demoram. Uma quadra e algumas palavras de um poeta dizem:

N/D
29 Set 2003

«A educação e cultura distinguem o cidadão…
São graus de nobre estrutura dum povo e duma Nação».

Simples, objectiva, realista, surge actual ao momento, embora pareça uma contradição falar em cultura, quando milhares de licenciados permanecem no desemprego, em situações preocupantes, de nada lhes valendo o curso, que outrora seria a “machada” para o trabalho. No berço, na família e com os amigos, o indivíduo vai adquirindo princípios, educação que o estruturam e desenvolvem; e à medida que a idade corre, também os seus objectivos ganham forma, faz opções e pretende estruturar o futuro.

Maneira legítima de viver em sociedade, procurando com o trabalho e empenho ir sempre mais além, aprofundando conhecimentos. Porém, quando hoje ouvimos falar no preço dos livros, no aumento de propinas, nas dificuldades sentidas por trabalhadores (os que ainda vão tendo emprego) para fazer face às despesas com os filhos no ensino, fica no ar a dúvida se os gastos, o investimento, não irão contribuir para que amanhã aumentem os desempregados. Os mecanismos do progresso apontam para redução de custos, menos postos de trabalho, maior produtividade, maiores lucros. Raras vezes se fala em mais investimento, muito menos em mais postos de trabalho.

Nas empresas, cada vez mais os recursos humanos se preocupam com acções de reduzir postos de trabalho, resolver conflitos laborais e só às vezes seleccionar pessoal. Não creio seja pessimismo exagerado, mas contente ficaria se esta análise pessoal estivesse errada.

O futuro não é risonho, o céu não está azul, mas preocupa-me ouvir dizer que existem cidadãos com vários cargos em diferentes empresas, em contraste com tantos que não têm um emprego.

Todos podem, em liberdade, efectuar os contratos de trabalho que as partes envolvidas entendam; mas o óptimo seria pelo menos um emprego para cada português. Uma reforma para cada cidadão…
Tal não é visão de sociedade perfeita; é talvez o desejo duma sociedade mais humana e como tal mais justa.

O cidadão comum pede pouco, sonha com emprego e já não pensa em férias, ou em casa, trocar de carro ou investir em negócio! Mas educação, cultura, trabalho vão continuar a ser metas a atingir, desafios ao estímulo na tentativa de poder melhorar a vida.

O progresso, a evolução, o sucesso, são objectivos sempre propostos, mas difíceis de atingir. Temos de ser capazes de enfrentar os novos desafios; mas também o país, o Estado tem de incentivar, motivar e ajudar na criação de condições objectivas que venham a criar postos de trabalho e possibilidades do cidadão comum adquirir, pelo seu trabalho e motivação, formas de melhorar a sua vida.

Que os sectores público e privado criem postos de trabalho, que permitam um emprego a cada cidadão; que o progresso e desenvolvimento permitam que os alunos tenham futuro, ao optarem pelo estudo conforme as suas vocações e necessidades do país.

Só assim Educação e cultura contri-buem para estruturar o cidadão e o Estado.




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