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O direito a ser diferente

«Todos fazem assim» é o lema deste mundo uniformizado em que cada um não sabe ou não quer pensar pela própria cabeça, nem usar a sua liberdade sentindo-se melhor em «rebanho». Não reparam o que tal comportamento implica de falta de personalidade.

N/D
27 Set 2003

Vem isto a propósito de duas notícias que li: uma há bastante tempo, outra muito recente. A mais antiga dizia que 50 000 raparigas e rapazes americanos resolveram não usar o sexo senão dentro do matrimónio. A campanha que os levou a tal decisão foi lançada pela Igreja Baptista tendo por objectivo pôr fim à promiscuidade sexual no país onde o número de doentes de Sida cresce em flecha.
A notícia mais recente conta a atitude que tomou a cantora Britney Spears face a uma proposta de um milionário americano. Este estava disposto a pagar 7,5 milhões de dólares (cerca de um milhão e meio de contos) para ser o primeiro a ter relações sexuais com a cantora que era virgem. A resposta foi: «vá tomar um duche frio para acalmar». Acrescenta depois que a sua virgindade será desfrutada com o primeiro que a desposar, pois que, diz: «Não acredito no sexo antes do casamento. Esperarei até esse momento para ir para a cama com alguém». Considera a proposta do seu admirador além de indecente, nojenta.

Por esta razão será que alguém se atreve a chamar-lhe «bota de elástico»? Britney tem 19 anos e nasceu em Kentwood, no Estado de Louisiana. O meio onde nasceu está a tornar-se conhecido pelo facto dos jovens estarem a dar importância à virgindade formando organizações cujo único objectivo é apregoar a abstinência pré-nupcial.

O jovens da Igreja Baptista fazem um compromisso: «O verdadeiro amor pode esperar. Comprometo-me perante Deus, perante a minha família, perante a minha noiva e futura esposa, a conservar-me puro até ao dia do casamento». Os pais assinam o compromisso e procuram ajudar os filhos a cumprir a palavra dada, mas o mais curioso é que, arrastados pelo exemplo, também eles prometem manter a castidade no seu estado de casados.

Os médicos aplaudiram a iniciativa sabendo que a única forma de travar o avanço do flagelo da Sida é a vivência de uma vida sexual sadia. Muitos têm lançado o alarme dado que os jovens cada vez mais cedo se entregam ao sexo.

Entre nós o que vemos? Muito alarido por sermos um dos países onde a Sida atinge maior número de jovens, mas que anuncia em grandes cartazes nas paragens dos transportes públicos: “Leva dois (preservativos) pois vais precisar”. Ou então o cuidado de algumas mães que perguntam às filhas antes de saírem à noite para as discotecas e pubs: “tens tomado a pílula?”.

Enquanto por cá o «comandante» das operações for a avidez de dinheiro, a nossa juventude continua embalada pelo slogan do «sexo seguro» e os resultados aí estão, infelizmente sem retorno.




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