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O contraste nos temas e na linguagem

Os partidos políticos gozaram as férias e os dirigentes expressaram-se sobre os trabalhos que deveriam efectuar-se; e fizeram-no, mormente, em crítica ao trabalho do Governo. Este, o Governo, pela boca do seu primeiro ministro, Durão Barroso, ouviu as críticas e, no encontro na vila de Caminha, para anunciar os próximos trabalhos do executivo e, consequentemente, dos dois partidos que o constituem, optou por falar do trabalho que vai realizar e absteve-se de criticar a oposição.

N/D
24 Set 2003

Procedem bem, pois em causa está o trabalho a realizar e não a linguagem ordinária do texto e da forma de o expor, como aconteceu com os partidos da Oposição.
Durão Barroso, no discurso na vila de Caminha, precisou, e bem, o que o Governo prefere para bem dos portugueses. Foi objectivo e não foi teórico. E apresentou os trabalhos a que vai dar primazia na execução. São eles: a educação, a reforma da Administração Pública e a Economia. Pelo que a cultura, a educação e a investigação serão a preocupação do programa do Governo.

Ao contrário da oposição – Partido Socialista e Partido Comunista – Durão Barroso apresentou temas objectivos, necessários e urgentes para salvar Portugal da situação em que a “esquerda” o lançou.

Curioso registar que os socialistas, em vez de assumirem a responsabilidade da sua má governação, preferem calar esta triste realidade com as críticas ao governo.

O semanário “O Diabo” do dia 12 de Agosto antecipou-se à critica devida aos socialistas, dizendo pela pena de Walter Ventura: «Porque a verdade é esta: não temos cheta, estamos de tanga e as massas já não chegam para o pão quanto mais para a manteiga.

Só por isso, os senhores Ferro & Cia deviam ter mais pudor e meter a viola no saco. Durante cinco alegres anos em que nada fizeram para evitar esta calamidade cíclica (tiveram foi mais sorte), delapidaram o erário público, enterraram a nossa fragilíssima economia, cavaram o pântano e fugiram com o rabo entre as pernas quando a coisa começou a cheirar-lhes a esturro. Deixaram construir dez estádios da bola quando os patrões lá de fora só nos exigiam seis, preocuparam-se mais com o farelo do que com a farinha e, como as moscas, atiraram-se à bruta contra o vidro que os separava da luz.

As aparentes brigas dos múltiplos (ir)responsáveis não passam de guerrinhas de alecrim e mangerona em que todos tentam livrar-se das responsabilidade. Pobres teias de aranha para encobrir as mazelas que não querem assumir.»

Com este macabro historial atrevem-se, sem que hajam assumido as responsabilidades devidas, a criticar quem apresenta soluções objectivas para os problemas graves que o país atravessa.

O Partido Comunista tomou posição semelhante à do Partido Socialista, o partido que tem perdido campo de luta e continua com soluções retrógradas e com uma linguagem ordinária quando se pronuncia sobre um adversário e este não é da “Esquerda”. Esta é a “esquerda” em Portugal: não vê o que se registou na Europa e se continua a registar; ausentes da governação, buscam a sobrevivência política.

Em vez de se preocuparem com uma análise séria sobre o que se passa na Europa, onde o comunismo caiu em grande escala política e social, em vez de verem como os povos europeus se abeiram de forças políticas não extremistas, mantêm-se à espera do seu dia que no estrangeiro europeu ou já morreu ou tenta aproximar-se da “democracia”.

Por este motivo político, não compreenderam, certamente, estas palavras que Durão Barroso proferiu no discurso em Caminha: «Esta primeira década do século XXI é a última oportunidade para Portugal se modernizar».

A nossa presença na União Europeia e a acção política que esta vai desenvolver, na qual teremos de colaborar, as disparidades económicas entre os países participantes, que já têm causado discussões internas na própria organização obrigam-nos a pensar nestas duras realidades e a vê-las no âmbito de uma política que vai sofrer sobretudo uma adaptação pesada e custiva.

A “esquerda” não se preocupa nem com as realidades provindas da nova face da União Europeia, nem com as exigências inerentes à nova política que nos vai influenciar.

Portugal vai sofrer a influência da Nova Europa, como participante que é da mesma.

Oxalá todos os portugueses o reconheçam e se disponham a trabalhar para o êxito da Nação em tal organização, servindo os interesses nacionais e não os interesses partidários.




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