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Mas que desculpa “esfarrapada”!

Li no Jornal Diário do Minho de hoje (19/09/2003) (Outro ponto de vista) da autoria do Sr. Acácio de Brito a qual me indignou. É uma desculpa esfarrapada, desculpe-me a expressão, porque quando se chega às 00 horas e 55 minutos do dia 13, a sessão acabou às 01 horas e 15 minutos, sensivelmente. Ora o senhor Acácio Brito, deputado do CDS/PP chegou praticamente no final da ordem de trabalhos da Assembleia Municipal de Braga, que teve início às 21 horas e 30 minutos do dia 12, dirigiu-se à mesa dos serviços de apoio, assinou e logo de seguida subiu as escadas laterais, lado direito para quem está virado para a mesa da assembleia, em direcção à saída, toda a gente presente não o pode negar.

N/D
24 Set 2003

“Estive a trabalhar, eu trabalho” senhor deputado, só o senhor é que é trabalhador, os outros deputados da referida Assembleia são talvez uns “malandros que nada fazem na vida” e por isso chegam normalmente a horas decentes. Se todos fossem trabalhadores, certamente não haveria nunca sessões da Assembleia, pois nunca haveria quórum para elas funcionarem a menos que se desse tolerância para a chegada dos seus membros durante pelo menos três horas.
Senhor deputado. Penso eu, que conhece o regimento. Eu conheço e quando sei que não posso estar presente ou não posso chegar a horas “decentes” peço a minha substituição ao meu partido. Todas as faltas que dei desde 1977, felizmente podem-se contar talvez pelos dedos de uma mão, foram sempre devidamente justificadas ou pedida a minha substituição nos termos regimentais.

Eu próprio também estive nesse dia, num jantar para festejar cinquenta e seis anos de casamento dos meus sogros, mas pode crer que cheguei a horas.

Senhor deputado, eu no seu lugar, primeiro não o faria, mas se o tivesse feito, não teria pedido para me justificar como o senhor se justificou, preferia ter solicitado a anulação da assinatura no livro de presenças.

Chegou-me a informação que nesse dia houve um jantar, no qual o senhor esteve presente, num restaurante por sinal muito perto do local em que realizou a Assembleia Municipal, foi talvez um “jantar de trabalho”.

Queremos um órgão sério ou não.

Eu quero e por mim falo.




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