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Na ética do «presume-se»…

Quem percorrer o nosso país em trabalho, em tempo de lazer (de férias ou em descompressão de fim de semana) ou mesmo em busca de novas terras terá alguma dificuldade em encaminhar-se para alguns dos locais pretendidos, mas nem sempre temos as indicações correctas, no local mais adequado ou até com a disposição gráfica e topográfica devida…

N/D
18 Set 2003

Mesmo nos locais já conhecidos as placas não estão certas ou, pelo menos, tão correctas como era desejável. De facto, em muitas situações na estrada ou nas ruas meramente pedestres temos que exercitar a presunção de que «é por aqui» ou «é por ali»… e lá se continua a viver à sombra do «presume-se» que vamos na direcção correcta ou desejada!
– Num país que se pretende afirmar pelo turismo seria de cuidar mais esta vertente tão simples e barata de saber conduzir quem anda à descoberta dos nossos monumentos ou locais de interesse!

– Numa época em que vão surgindo novas apetências pela oferta de produtos de qualidade – seja na gastronomia, seja no turismo rural ou mesmo na vertente histórica – é urgente proporcionar a quem nos procura (e poderá ser nacional ou estrangeiro) boa hospitalidade, honesto serviço e melhor acolhimento, tendo em conta a cultura mesmo sem grande instrução.

– Num tempo marcado pela mobilidade – quantas vezes as pessoas percorrem quilómetros num só dia! – é fundamental educar para a diversidade ao nível religioso, sabendo ser o que se é e proporcionando fraterno acolhimento a quem escolheu celebrar a sua fé, sobretudo dominical.

Não basta criticar, dizer mal ou fazer de conta que isso não é connosco. Está na hora de criarmos uma nova mentalidade, onde quem recebe e quem é recebido se respeite, criando condições de partilha da riqueza humana, cultural e espiritual que se entrecruzam quando estamos em viagem, seja ela de lazer, de trabalho ou de… sempre nos encontramos como peregrinos!




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