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Significado de tantos professores desempregados?

Aconteceu na primeira semana de Setembro a revelação de que cerca de trinta mil professores de ensino não superior ficarão no desemprego neste próximo ano lectivo. Diante deste drama humano e social ficam-nos algumas perguntas, em jeito de inquietação mais ou menos abrangente: todos/as que se prepararam para serem profissionalmente professores/as – com instrução própria e habilitação adequada – terão mesmo as condições necessárias para exercerem o professorado? Não terá havido um excessivo de recurso a esta profissão sem terem sido perspectivadas as condições mínimas até da população estudantil? A quebra de natalidade – tão rápida e acentuada nos últimos anos – não seria já previsível que viria a dar estes resultados? Se nem os professores têm filhos – num correcto entendimento desta observação – como poderão ter emprego? Estará bem equipada e equiparada esta profissão com os meios suficientes à arte da educação mais do que ao mero debitar de matérias, de programas ou de um deixar correr o ano lectivo ao sabor de iniciativas paralelas?

N/D
16 Set 2003

As escolas são um tempo prioritário para o crescimento humano e cívico, intelectual e espiritual, físico e psicológico… tanto de alunos como de professores, de educandos e de educadores, de anseios e de expectativas… onde muitos outros factores têm um papel relevante. Com efeito, a família não pode alhear-se do que se passa na escola; os pais/educadores/encarregados de educação não podem fazer do espaço e tempo escolares meros apêndices da vida daqueles sobre quem têm responsabilidade primeira; as entidades públicas e/ou privadas (autarquias, igrejas, associações, colectividades, etc.) jogam um papel complementar de enorme importância no aproveitamento dos alunos, pois deles dependerá a continuidade das suas iniciativas e, se estiverem mal preparados, esses corpos sociais serão deficientemente continuados… Não poderiam ser encaminhados (mais do que só aproveitados) alguns desses professores “excedentários” para funções de educação nesses trabalhos em favor do bem comum? O próprio vencimento – a pagar pelo Estado ou pelas entidades envolvidas credenciadas – valeria mais do que o mero subsídio de desemprego!…
Pelo respeito que nos merecem os mais de trinta mil professores desempregados, reconhecemos que sindicatos, universidades e outros defensores dos seus direitos têm feito pouco pela sua dignificação… profissional. Por isso ousem inovar e certamente os melhores encontrarão caminho de vitória pela tarefa nobre que abraçaram… Esta crise será vencida.




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