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A Escola e a Família – suas megacompetências

5 Estratégias de intervenção (4.ª parte)

N/D
13 Set 2003

Numa sinopse compactante e segundo as abordagens pedagógicas que colocam a ênfase na sala de aula, os professores melhor sucedidos em termos de gestão preventiva e controlo da indisciplina são aqueles que:
– estabelecem, no início do ano lectivo, de forma clara e participada, regras e procedimentos que governam o funcionamento das aulas, esforçando-se por as fazer cumprir ao longo do ano;

– incorporam nas suas aulas elementos facilitadores da interiorização das normas, desenvolvendo estratégias de reclarificação e ajustamento;

– planificam de forma eficaz os diferentes tipos de aula, tendo em conta os períodos mais instáveis do dia escolar;

– imprimem um ritmo adequado às tarefas, evitando interferências com o fluxo normal das actividades;

– adoptam estratégias e procedimentos de responsabilização dos alunos pelo seu trabalho escolar e pelo seu comportamento na sala de aula;

– e adoptam estratégias adequadas para lidar com comportamentos de indisciplina, tanto ao nível da comunicação, como ao nível das atitudes (capacidade de detectar, identificar e interromper, em tempo oportuno, comportamentos desviantes; sentimentos de segurança e determinação perante situações de conflito; uso adequado de medidas de recompensa e de punição de comportamentos; uso de um estímulo de resposta assertiva aos comportamentos inadequados).

Após esta reflexão sobre as estratégias de prevenção e/ou de remediação em termos globais, vamos encetar a abordagem das metodologias mais concretas, expondo modelos pedagógicos específicos.
Antes de mais, o docente, se assim o pretender, para maior segurança sua e justificação das atitudes didácticas tomadas, pode quantificar os comportamentos inadequados por meio de simples fichas de registo de frequência (por aula, por número de vezes e sua duração).

No atinente às estratégias específicas no contexto da sala de aula, é necessário ter sempre em conta que a eliminação de um comportamento indesejado só é eficaz quando é substituído por outro socialmente aceitável e positivo.

Assim, para compreendermos os comportamentos na sala de aula, devemos considerar os efeitos do ambiente sobre eles e nomeadamente o papel decisivo do professor.

Os comportamentos na sala de aula são uma função do que lá se passa. Aquilo que acontece antes, depois e durante a ocorrência de um comportamento específico é fundamental para a determinação da manutenência, diminuição (ou extinção) ou aumento do nível desse comportamento.

Portanto, essas atitudes desajustadas têm a sua origem nas situações que as precedem (antecedentes), ou seja, nos acontecimentos que ocorrem imediatamente antes do referido comportamento e que assinalam a iminência do seu surgimento. Entre esses “antecedentes próximos” podemos incluir a instrução (conjunto de comportamentos de ensino do professor, ou seja, a arte e a técnica de ensinar) e a organização e gestão da aula (organização do espaço, dos materiais, do mobiliário, da movimentação dos alunos, da estruturação do tempo, etc).

Daí se inferir que a modificação dos comportamentos perturbadores se pode obter alterando “esses seus antecedentes” (sinais específicos que os instigam e lhe dão início).




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