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Papa João Paulo II, doutor “honoris causa”

A Universidade de Roma concedeu ao Papa João Paulo II o doutoramento “honoris causa” pela sua defesa dos direitos humanos.

N/D
10 Set 2003

Os motivos deste doutoramento são os seguintes, apresentados pela Universidade de Roma: «a defesa da primazia do direito», a «tutela dos direitos humanos» e a «contribuição para a cultura jurídica», ao largo de 25 anos de pontificado.
A Universidade de Roma foi fundada há setecentos anos pelo Papa Bonifácio XIII, em 1303, com a designação de “Studium Urbis”.

A lição do Papa festejou esse aniversário.

Actualmente, esta universidade é a maior da Europa, com 142.000 estudantes.

A Faculdade de Direito, referindo-se à lição do Papa com a qual se festejava o 700.º aniversário da Universidade de Roma, disse: João Paulo II tem defendido «as exigências da justiça em terrenos como a dívida externa» dos países pobres por cujo perdão se bateu especialmente no Ano Jubilar.

O Papa tem defendido insistentemente a ajuda aos países pobres e a Universidade de Roma afirma que o Papa promove sempre «um equilíbrio adequado entre o desenvolvimento económico e os direitos humanos».

Ao noticiar esta realidade, o jornalista concentra-a desta maneira: «No caso dos países pobres, trata-se de libertar os homens da pobreza, enquanto que nos ricos de os libertar de sistemas económicos que convertem o homem em mercadoria, como é o caso do marxismo e do liberalismo económico sem regras».

A actividade do Papa a favor dos pobres penetrou fundo, a avaliar pela análise feita pelos críticos.
Mas João Paulo II abordou, também, um problema muito actual: o Direito e a Religião.

A Universidade de Roma é clara e objectiva sobre o assunto. Afirma que João Paulo II conseguiu superar a separação artificial entre direito e religião, criando «uma visão global e completa do mundo do direito, que deixa de estar isolado do mundo da religião e da moral, para passar a encontrar precisamente aí a sua base e fundamento».

As autoridades académicas acrescentam que, além de aprofundar nas raízes, João Paulo II tem contribuído para ampliar o âmbito do ordenamento jurídico «mediante a sua atenção aos novos direitos que o mundo contemporâneo exige, como os relativos ao ambiente, à imigração ou ao trabalho na empresa».

Esta visita ao Santo Padre, ou melhor, esta homenagem da Universidade de Roma ao Papa, é um exemplo: um exemplo para quem julga que o Papa, como os membros da Igreja, devem estar isolados do mundo e indiferentes aos acontecimentos que se registam.

Ainda há neste século das “luzes” quem não tenha visão das realidades e que a Universidade de Roma tão bem interpretou. Estamos, dizem, no século das “luzes” mas há ainda quem deseje a voz da Igreja apenas na sacristia. Ou nem aí.

A cultura, e não falamos apenas da cultura religiosa, exige que estejamos atentos ao tempo e à sua evolução, e que se respeitem com nobreza de carácter a sua actividade e os seus objectivos.

João Paulo II dá-nos o exemplo. Com frequência insiste em que se respeite a vida e os direitos do ser humano, «desde a concepção até à morte natural», incluindo entre esses direitos o de não sofrer tratamentos terapêuticos encarniçados, inúteis nas últimas fases da vida.

Com a sua avançada idade e a sofrer, João Paulo II continua a ensinar-nos, a ajudar-nos a viver com dignidade, e a trabalhar por um mundo que acabe com o ódio, com as perseguições desumanas.




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