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Chover no molhado (16)

A revelação divina não é despoticamente imposta à pessoa humana.

N/D
9 Set 2003

Deus não se impõe despoticamente. A nossa Razão é que a exige necessariamente. A explicação desta exigência está aqui. Uma das necessidades, um dos desejos e uma das aspirações do nosso ser real, concreto e profundo, é o exercício evolutivo do crescimento, do crescimento do conhecimento, entre outras. Uma das maiores frustrações da Razão seria, pois, ficar fechada na aceitação, apenas, da possibilidade do conhecimento da existência concreta do Ser Divino. Porém, com a revelação divina, a frustração, agora, de a Razão ficar fechada apenas na possibilidade do conhecimento concreto do Ser Divino, está vencida. A presença real e concreta da Mente Divina coopera com a mente humana, se livre e disponível. Uma outra grande frustração para a pessoa humana, como pessoa, mas agora no campo da cooperação, entre o divino e o humano, seria a de conceder à Razão a capacidade de ultrapassar os limites do seu poder de conhecer, afirmando que ela, a Razão, por si só, O conhece realmente e concretamente e sem a intervenção directa da revelação divina. Numa só palavra, o nosso ser real, concreto e profundo é que exige, necessariamente, peremptoriamente, imperativamente, da pessoa, como pessoa, que, com todas suas potencialidades e forças, real e concretamente, coopere com a realidade divina. Frustração a alimentar e engordar frustração, se assim o não fizer. Desgraças a esporear desgraças. Tempestades a insuflar o seio das tempestades.
Assim parecem correr os tempos! E o Iluminismo ainda tem nisto a sua quota parte de responsabilidade.




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