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Chover no molhado (15)

Como vimos, o “eu” testemunha-nos, e disto dá-nos conta a nossa experiência pessoal, a diversidade, a pluralidade e a mobilidade de minhas percepções, de meus pensamentos, de meus sentimentos e paixões, e de minhas acções…

N/D
5 Set 2003

Todos nós cheiramos, gostamos, afirmamos ou negamos, escolhemos, determinamo-nos… E no centro de tudo isto, está sempre a mesma pessoa a afirmar a sua unidade, a sua identidade e a sua continuidade, sempre evolutivamente dinâmicas pelo tempo fora. Como sair, então, daqui para a certeza objectiva de que a pessoa continuará, após a morte, em sua perenidade evolutivamente dinâmicas? Vamos sair daqui através da cooperação entre Razão e Revelação, pedindo a cada uma o que cada uma pode dar.
Relativamente à Revelação, as forças religiosas dispõem de dados para se pronunciarem inteligentemente e positivamente. Então, levanta-se esta pergunta: para onde caminha a evolução dinâmica e progressiva da pessoa humana, depois da morte? O bem global, como já vimos, tende dinamicamente e progressivamente para o Sumo Bem, que é Deus. Assim a pessoa humana boa tenderá, dinâmica e progressivamente, para a ressurreição na bondade de Deus. A bondade da pessoa humana será irreversivelmente consumada na bondade de Deus. E que se passará através deste percurso até que a bondade da pessoa humana seja irreversivelmente consumada? Avento esta resposta.

A purificação dinâmica e progressiva da pessoa humana boa se efectivará nas caudalosas labaredas, saborosas e refrescantes, do Amor de Deus. Porque, creio ser só o oceano infinito do amor de Deus que a limpa, que a purifica e a fortalece durante este percurso. Contudo, a última palavra pertence à nossa fé em Cristo. Que fale a Teologia. Que fale a Revelação. Pois a Razão não encontra nisto incoerências.




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