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A Escola e a Família – suas megacompetências

5 Estratégias de intervenção (3.ª parte)
Os docentes devem dar particular atenção ao início e ao fim da aula, bem como atender todos os alunos de uma forma equitativa, variar as actividades e delegar certas responsabilidades em alguns deles.

N/D
4 Set 2003

Já que a manutenção da disciplina é tão valorizada pelo professor, é melhor prevenir do que intervir em situação de crise instalada. Mas como esta nem sempre se consegue evitar, o que fazer perante atitudes de indisciplina?

Antes de mais, o professor deve reforçar e elogiar os comportamentos positivos, interessando-se por eles e ignorar ou demonstrar indiferença perante comportamentos incorrectos. É importante, no entanto, passar a reagir normalmente logo que o comportamento desajustado cesse. Assim, o aluno percebe a razão da sanção e que o professor está sempre disponível a aceitá-lo quando ele se comporta dentro das regras. Sabemos que lidar normalmente com um aluno indisciplinado não é tarefa fácil do ponto de vista emocional, mas o professor é um adulto com obrigação de se controlar e de compreender que a exposição continuada à violência que a nossa sociedade promove e a existência de condições de vida particularmente degradantes constituem um verdadeiro manual de aprendizagem de comportamentos divergentes, na medida em que conduzem à dessensibilização emocional e/ou à habituação às emoções associadas a esse tipo de situações.

O ideal, em síntese, é que o professor adopte, de início, uma estratégia cooperativa que é simultaneamente mais justa e mais eficaz em termos de disciplina, de aprendizagem e de gratificação emocional e profissional.

Mas se mesmo assim houver conflitos, o melhor é enfrentá-los e nunca fingir que não se dá por eles. Adiar o confronto só serve para arrastar problemas. Aliás, basta, às vezes, a introdução de alterações na aula para que o ambiente melhore, tais como, entre outros, pôr música suave, convidar pessoas de fora para falarem na aula, sair da escola (aulas de campo), discutir as tarefas com os alunos, enfeitar a sala, aprimorá-la enquanto espaço, solicitar ou mandar ao quadro os alunos indisciplinados ou desmotivados, etc.

As soluções exigem imaginação e envolvimento do professor. Mas, mesmo que sejam trabalhosas, não serão menos desgastantes do que aturar uma guerra surda um ano inteiro?

(Continua nos próximos números)




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