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A Escola e a Família – suas megacompetências

5 Estratégias de Intervenção (2.ª parte)
As regras devem prever sanções para quem as não cumprir, para que os discentes saibam o que os espera. É evidente que o seu cumprimento deve ser exigido com firmeza.

N/D
3 Set 2003

Neste contexto, os docentes devem planear as actividades, tanto individuais como de grupo, bem como intervir de forma rápida e discreta no sentido de fazer face aos comportamentos inadequados dos discentes. Deve, inclusive, introduzir alterações no seu comportamento, no do aluno e no funcionamento da aula, socorrendo-se de inúmeras formas, tais como as gravações áudio e vídeo das suas aulas, preenchimento de fichas anónimas pelos discentes e assistência por parte de pares num grupo cooperativo de supervisão.

O docente pode melhorar a voz e o discurso, tentar ser mais claro, assertivo, mostrar-se bem disposto, intercalar curtas exposições com actividades que os alunos realizem, saber ouvir, reconhecer e controlar as suas emoções, utilizar processos de auto-regulação emocional, fazer debates, dramatizações, diários, usar textos na primeira pessoa obrigando o aluno a falar de si, do que gosta e detesta, do modo como gosta que o recompensem ou estimulem. Em suma, o professor deve ser criativo e inovador.

O conhecimento do aluno, das suas necessidades, carências, sentimentos, opiniões e apetências é importante instrumento de prevenção dos problemas, dado o clima de maior proximidade que potencia e o facto de permitir prever as questões, as respostas e as soluções mais ajustadas. Se o discente é marginalizado, agredido emocionalmente e sente que nunca terá sucesso, resta-lhe a indisciplina como forma de salvar a face.

Cultivar a cortesia é um dos conselhos de todos os pedagogos especializados nesta área. Quem cresce em ambientes hostis ou desatentos não sabe agradecer, sorrir, ceder passagem, esperar a sua vez, pedir por favor, etc.

Se muito se aprende imitando, a postura do professor será reflectida, pelo menos em parte, no comportamento dos seus alunos, como o atestam várias referências que se ouvem ao longo duma carreira por parte de alunos ou antigos alunos.

O docente pode também “trabalhar” a turma enquanto grupo: melhorar o espaço, propor metas alcançáveis, distribuir responsabilidades, encontrar objectivos comuns ao grupo, etc.

No atinente ao desenvolvimento da aula, é líquido que os docentes que conseguem uma maior participação e envolvimento dos discentes nas tarefas e um clima mais equilibrado são os que planificam adequadamente as actividades de aprendizagem e a “vida social da turma”.

Para esses professores e respectivos alunos, as regras do jogo estabelecidas em conjunto no início do ano são claras. Como é obvio, não se deve ser rotineiro nem excessivamente ambicioso: se pensarem que não conseguem realizar uma tarefa, os alunos desmotivam-se.

(Continua nos próximos números)




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