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“Paroquial” será farpa de mau gosto?

Dizia-se na edição de quarta-feira, 27 de Agosto, deste diário: «A comissão política do PSD de Viana do Castelo veio ontem a público reprovar a constituição de uma comunidade urbana “paroquial”, defendida pelo presidente da Câmara…». Esta alusão a «paroquial» aparecia na página dez e também na chamada à primeira página.

N/D
31 Ago 2003

Já noutras ocasiões certos políticos – cremos que de reduzido vocabulário ou então com noções erradas – têm usado acintosamente o termo “paroquial” para tentarem dirimir questiúnculas, assuntos (ditos) menores ou mesmo intrigas de alcova… ao seu nível.
– Será que é este o retrato que damos das nossas paróquias? Se assim for, então, estamos a ser contra-testemunho e pedra de escândalo para crentes ou descrentes!

– Será que os que vivem e fazem as nossas paróquias são assim provincianos, interesseiros e quezilentos, como dá a entender a alusão supra? Se assim for, então faça-se uma varridela urgente, atenta e audaz!

– Será que nas nossas paróquias servimos outros “senhores” ou “forças” para além da glória de Deus e a edificação dos homens, nossos irmãos e irmãs na fé e na comunhão? Se assim for, então teremos de reflectir, muito seriamente, sobre quem somos, o que fazemos e a quem servimos!

De facto, o vocabulário tem tido uma evolução semântica muito rápida. Mas há quem use palavras com outro sentido para além daquilo que diz ou quer dizer. Por isso, gostaríamos de solicitar aos políticos – ditos profissionais, partidários ou mesmo simpatizantes – que não usem palavras que possam ofender tanto a crença como o compromisso eclesial. Mesmo que tenham experiência (positiva ou negativa que seja) da vida paroquial, por favor, não tragam para a praça pública as mazelas das estruturas da Igreja. Se amam a Igreja evitem que nos tornemos – todos – motivo de chacota pública. Se, por outro lado, nos querem ofender criem outra linguagem mais apropriada ou, em breve, haverá conflitos escusados e desentendimentos sem proveito de qualquer das partes. Respeitem se querem ser respeitados!…

A vida paroquial é, sobretudo, um espaço de Igreja, dizemo-lo da vertente Católica. Farpas de correcção aceitam-se. Insinuações dispensam-se.




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