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A Escola e a Família – suas megacompetências

5 Estratégias de intervenção (1.ª parte)
Perante o cenário problemático da indisciplina, é premente a definição de estratégias adequadas à prevenção e/ou à remediação deste fenómeno epidémico que invadiu o meio escolar.

N/D
28 Ago 2003

Dada a sua complexidade, optamos por sintetizá-las seleccionando as mais pertinentes que, após uma explanação global, dissecaremos de um modo mais específico e pormenorizado.

Assim e antes de mais, convém não olvidar que, sendo os comportamentos desajustados reveladores de dificuldades relacionadas por parte dos alunos, compete ao professor modelá-los através do exercício de uma série de competências sociais, impregnadas de uma pedagogia alicerçal, tais como a empatia, a autenticidade, a consistência, o sentido de responsabilidade pessoal e de respeito pelos sentimentos e necessidades dos outros.

É óbvio que tanto a prevenção como a correcção destes comportamentos estão implícitas, como a «outra face da moeda», em muitos dos factores referidos no texto anterior (níveis da indisciplina na sala de aula) – ver DM de 25 de Julho, p. 3. Todavia, para além da necessidade de o docente se apresentar no «primeiro encontro» como alguém que sabe o que quer, como e porquê, a «discussão democrática» das regras na turma, no início do ano (de modo a que percam o carácter de «arbitrariedade», que os discentes compreendam a sua razão de ser e descubram as consequências do seu cumprimento, e que os próprios professores «diagnostiquem» as idiossincrasias dos seus alunos e a elas adaptem as suas exigências) acarreta mais vantagens práticas do que a sua imposição, traduz respeito pelo corpo discente e é o início de uma partilha responsável de poderes.

Além disso, para minimizar a ambiguidade das tarefas, é indispensável que «o professor estude as maneiras de se fazer entender» e indique claramente os procedimentos a seguir. Também, para atenuar os riscos, há que incentivar a participação positiva de todos, muito especialmente daqueles que têm mais dificuldades e com mais baixa auto-estima, manifestando boas expectativas acerca deles, elogiando os seus pequenos sucessos e tornando-se uma companhia nas suas descobertas.

Ainda no que concerne às regras, se elas são imprescindíveis para levar a bom termo qualquer escopo de ordem social, então, com maior razão, é inconcebível a obtenção de objectivos do ensino numa turma numerosa, sem que haja regras normalizadoras e proporcionadoras de um clima ordeiro, saudável e facilitador do sucesso real.

É de suma importância que os alunos interiorizem essas regras e por elas orientem a sua prática;
conseguir essa interiorização é uma das competências básicas do docente e uma condição fundamental da disciplina.

(Continua nos próximos números)




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