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Portugal em cinzas… Porquê?

Porquê é, certamente, a pergunta mais frequente entre todos os portugueses com particular atenção para aqueles que sentem bem de perto o calor das chamas e vivem momentos dramáticos, sendo, mesmo para alguns, momentos fatais!

N/D
21 Ago 2003

São várias as explicações que se têm apresentado para justificar o “inferno” vivido.
O mais natural é que comecemos a ser “bombardeados” de informação, agora que a “desgraça” nos bateu à porta! E, na minha opinião, se isso acontecer, não é totalmente negativo, desde que essa informação seja suficiente, clara e que esclareça as nossas dúvidas.

Num mundo ideal nada disto acontecia, porque num mundo ideal a população era informada atempadamente e porque num mundo ideal o homem não era capaz de maltratar o seu próprio meio.

Mas, não falemos em ideais, vamos sim ser realistas!

Vamos continuar a ignorar as verdadeiras e as principais causas destes assustadores acontecimentos e concentrar a nossa atenção nas detenções efectuadas pelas autoridades, nos apoios às vítimas e na reflorestação necessária… Sem desvalorizar todas estas medidas, não esqueçamos, quer o aquecimento global que já é uma realidade sentida, também provocado pela inconsciência do Homem, quer as lacunas ainda existentes nas políticas nacionais em termos de prevenção dos incêndios, preservação do património florestal e planos de ordenamento do território, quer mesmo a escassez de meios para evitar e combater estas situações.

Todos sentem as alterações que se têm vindo a verificar em termos climatéricos. Mas, será que todos têm consciência das razões e das possíveis consequências deste fenómeno?

Mas, quando vamos parar para pensar seria-mente no que é realmente necessário fazer?

Mas, quando é que vamos começar a considerar medidas preventivas em vez das correctivas?

Quando é que vamos agir como se a floresta fosse realmente um bem a preservar?




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