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Estamos todos chamados

É espantosamente rico e cheio de contradições este nosso tempo. Nunca a humanidade viu e participou, em tão curto espaço de tempo, num nível de desenvolvimento e progresso como aquele que o tempo presente testemunha. Simultaneamente, a sociedade humana, sobretudo em países onde o progresso e o desenvolvimento foi maior, “bateu no fundo”, em termos de referências espirituais e morais.

N/D
19 Ago 2003

As igrejas desertificam-se. O número de homens e mulheres que crescem sem qualquer referência a Deus não cessa de aumentar. São inúmeros os europeus, por exemplo, para quem Jesus Cristo não significa nada. Não sei se o número de ateus ou ditos como tal, tem aumentado. Sinto, porém, que os indiferentes aumentaram em exponencial. Dos que se dizem crentes (incluindo homens e mulheres que se afirmam católicos), a sua fé reduz-se ao foro mais íntimo e individual receando expor-se como crentes e recusando-se a «animar cristãmente a ordem temporal».
Quantos abdicam publicamente do seu credo e convicção? Quantos agem ao arrepio das promessas do seu baptismo?

Porém, a nossa fé, a que professamos, leva-nos a subscrever, sem reticências, o que o Papa escreveu na Christifideles laici: «Novas situações […] reclamam hoje uma força muito particular, a acção dos fiéis leigos. Se o interesse foi sempre inaceitável, o tempo presente torna-se ainda mais culpável. Não é lícito a ninguém ficar inactivo» (cfr. n.º 3). E na Carta Encíclica “Sollicitude Rei Socialis”, no n.º 47, João Paulo II retoma o mote: «Não são justificáveis, portanto, nem o desespero, nem o pessimismo, nem a passividade […]. Estamos todos chamados, ou antes, obrigados a enfrentar o tremendo desafio…» de evangelizar esta realidade sócio-cultural e política que nos cerca.

O Papa convocou-nos para a Nova Evangelização pacífica e conduzida por meios pacíficos. Estamos, pois, todos convocados. Fomos todos chamados.




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