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«Com o turismo não se brinca!»

Há algumas semanas surgiu na televisão um anúncio cujo fim é “Com o turismo não se brinca!”. Torna-se evidente que sendo as receitas do turismo uma boa parte da riqueza nacional a conclusão não podia ser outra.

N/D
19 Ago 2003

Apesar de óbvia é de louvar a oportunidade desta chamada de atenção para a generalidade dos portugueses e mais concretamente para os envolvidos nesta área, cuja importância nunca será demais realçar. Louva-se a iniciativa pelo carácter pedagógico que reveste, mas sobretudo porque poderá despertar novas consciências para que se olhe o turismo como uma riqueza nacional que urge apoiar e desenvolver.

Não basta ter bom clima e um povo acolhedor para preservar uma actividade que é crucial para o país. É fundamental torná-la competitiva e disciplinada. É preciso libertá-la do muito amadorismo em que tem vivido e que não se compadece com os tempos de globalização em que estamos mergulhados. Será bom que as diversas entidades envolvidas neste sector não se limitem a “slogans” que podem ser apelativos, mas não resolvem o essencial.

Além da necessidade de melhorar as infra-estruturas existentes há que lançar novos projectos.
Deve-se apostar fortemente na formação profissional de modo a dotar o sector com técnicos de qualidade. Esta é uma carência sentida por boa parte dos empresários do turismo. Procurar inovar e ser capaz de criar outras ofertas que não as tradicionais. Se quisermos ter um turismo de qualidade e competitivo é fundamental atrair gente nova com formação adequada e capacidade criativa. Ir às escolas e procurar cativar alunos para as diferentes saídas profissionais, que uma carreira ligada ao sector pode oferecer, será um caminho. Proporcionar boa formação a todos os que queiram abraçar uma profissão nesta área é uma exigência. Desta forma estar-se-á a contribuir para o enriquecimento do país e a evitar a frustração de muitos jovens que não encontram no ensino actual uma saída profissional.

Temos que construir alternativas para que esta importante actividade deixe de ser essencialmente sazonal. Se soubermos tirar partido das potencialidades oferecidas pela riqueza da diversidade das diferentes regiões do país poderemos construir um futuro risonho para o turismo em Portugal.

É urgente regular um sector que tem crescido em inúmeros casos de forma anárquica. Não se pode permitir que cada um faça o que quer com prejuízo de todos. Antes de mais é forçoso disciplinar para que não haja mais quem se instale vendendo gato por lebre.

Não será tudo e muito mais haverá a dizer. Há gente qualificada e com larga experiência no sector que saberá escolher os melhores caminhos. Não devemos parar. Não podemos continuar por muito tempo sem tomar a iniciativa. Se não o fizermos só temos a perder.




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