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Nossa Senhora da Assunção

Celebrou-se ontem a Solenidade de Nossa Senhora da Assunção, conhecida popularmente, como Nossa Senhora de Agosto. A Assunção de Nossa Senhora é uma consequência natural da sua Maternidade divina: Deus «não quis que conhecesse a corrupção do túmulo Aquela que gerou o Senhor da vida». Ao terminar a sua missão na terra, Maria, «foi elevada em corpo e alma à glória do Céu» (Pio XII).

N/D
16 Ago 2003

Na Constituição Dogmática Lumen Gentiam podemos ler no número 59: «(…) Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada por Deus como rainha, para assim se conformar mais plenamente com seu Filho, Senhor dos senhores e vencedor do pecado e da morte».
A Assunção de Nossa Senhora ao Céu, em corpo e alma, é garantia de que também o nosso corpo ressuscitará e que o homem triunfará da morte.

Ao recordar esta solenidade que tanto enaltece a nossa Mãe, quero referir que a sua vida não foi fácil cá na terra.

Com a visita do Anjo Gabriel anunciando a Maria a concepção de Jesus, o Fiat não foi fácil, uma vez que Nossa Senhora tinha decidido manter-se virgem.

Logo de seguida o Anjo anuncia-lhe a gravidez de sua prima Isabel já avançada em idade. Maria corre às montanhas para ajudar Isabel numa situação muito melindrosa. Quando passados três meses regressa a Nazaré já se notam os sinais da sua gravidez que não passam despercebidos a José. Devia ser dramático – nada fácil, portanto, o relacionamento entre ambos até que um Anjo esclareceu José.

E quando já estabelecidos na sua casa de Nazaré, surge o decreto de César para o recenseamento em Belém. Não foi fácil para Maria, quase no fim da gravidez, empreender uma tão longa viagem.

Nesse lugar vem à luz o Menino na mais abjecta pobreza. Não foi fácil para Maria não ter mais do que um curral não só pobre, mas imundo e gélido para acolher o seu Filho.

E passados 40 dias Maria no Templo ouve a profecia de Simeão que lhe anuncia muito sofrimento. Não foi nada fácil para Maria a espada de dor que lhe foi anunciada.

Recompostas as coisas e numa incipiente normalidade, não foi fácil aceitar a fuga para o Egipto para escapar à perseguição de Herodes.

Quando o Anjo anunciou a José que podiam regressar pois Herodes tinha morrido, não foi fácil vencer o receio de que alguém quisesse fazer mal ao Menino.

Estabelecido o casal em Nazaré a vida decorria com serenidade até ao dia em que foram os três – José, Maria e Jesus – ao Templo de Jerusalém. Não foi fácil a Maria sofrer os momentos em que perdeu Jesus; até O encontrar muitas lágrimas terá vertido e muita angústia nela se acumulou.

Começada a vida pública de Jesus, que Maria acompanhava mesmo de longe, não foi fácil para ela ver o modo invejoso e maldoso como Jesus era tratado pelos fariseus sempre à espreita para Lhe fazerem mal.

E chega a Agonia do Senhor que Maria acompanhou através das notícias que lhe chegavam pelos amigos do Senhor. Não foi fácil à Mãe estar longe do Filho em momentos tão dramáticos.

Surge então a oportunidade de Maria O ver a caminho do Calvário com a Cruz às costas. Não foi fácil a Maria aceitar todo o mal que fizeram ao seu Filho e estava patente no estado lastimoso em que O viu.

Maria segue o cortejo até ao Gólgota e depois da crucificação não foi fácil permanecer em pé junto à Cruz assistindo à lenta agonia de Jesus.

Morreu Jesus e os amigos piedosamente retiraram o Senhor da Cruz e colocaram-nO no regaço de Maria. Não foi fácil para Maria comparar o corpo morto de Jesus com o do Menino tão lindo que outrora teve no seu regaço.

E depositaram o Senhor num sepulcro. Não foi fácil a Maria não poder contemplar O corpo do seu Filho. Isso só aconteceu na manhã do domingo da Ressurreição quando Jesus se lhe apresentou ressuscitado.

A sua vida cá na terra não foi realmente fácil, mas prontamente, chegado o momento destinado por Deus, Maria foi glorificada e está agora em corpo e alma no Céu bem junto do seu Filho e seu Deus.




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