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Duc in altum

Duc in altum! É mandato do Senhor Jesus. Foi-o para Pedro. É-o para nós, hoje no aqui e agora do nosso percurso existencial. “No início deste nosso século, o nosso passo tem de fazer-se mais lesto para percorrer os caminhos do mundo”. (Novo Millenio Inucente, n.º 58). Quantas vezes somos lentos a entender o mundo em que vivemos! Quantas vezes nos recusamos ou não somos suficientemente rápidos a confrontar a realidade que vemos com o Evangelho? Quantas vezes demoramos a agir, respondendo de forma eficaz e atempada aos inúmeros problemas a que urge dar resposta?

N/D
14 Ago 2003

O Papa interpela-nos, de forma directa, como é seu timbre: “Como é possível que ainda hoje, no nosso tempo, haja quem morra de fome, quem esteja condenado ao analfabetismo, quem viva privado dos cuidados médicos mais elementares, quem não tenha uma casa onde abrigar-se?” (idem, n.º 50). Quantos jovens, homens e mulheres que todos os dias se cruzam connosco no local de trabalho, na rua, no prédio em que vivemos ou na família que temos, têm uma vida sem sentido? Quantos andam desiludidos?
Quantos se sentem abandonados nos hospitais?

Quantos…?

“O cristão que se debruça sobre este cenário deve aprender a fazer o seu acto de fé em Cristo, decifrando o apelo que ele lança a partir deste mundo de pobreza.” (ibidem). A fé sem obras é morta, como refere o Apóstolo S. Tiago. “A caridade das palavras” não chega. É pouco.

Duc in altum! Faz-te ao largo: o mar é visto e requer gente ousada. Ousada no agir.




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