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Chover no Molhado (7)

Não devemos desvirtuar ou ver com maus olhos nossos impulsos. Estes, em sua fonte, que é o organismo global, são simplesmente energia vital. São energia vital cumulada de potencialidades. E esta energia vital, em si, nem é boa nem é má. É simplesmente uma realidade. A bondade ou a maldade dos impulsos está simplesmente no sentido que a pessoa lhes imprime no desenrolar de seus relacionamentos com a realidade total. Assim parece pensar Aristóteles.

N/D
13 Ago 2003

Em relação à pessoa, vou ajuizar da mesma maneira. A pessoa em si mesma, em si mesma como ser, nem é boa nem é má moralmente. A pessoa é simplesmente uma realidade concreta, embora tenha de arcar com as consequências, boas ou más, de seu livre relacionamento com a realidade total. Por isso, em virtude de suas consequências poderem ser boas ou más, o organismo global exige de sua filha e herdeira, a pessoa, que se auto-consciencialize das possíveis direcções de seu livre relacionamento com a realidade total e as viva, a fim de evitar as más consequências. Desperta, então, nela a vivência de sua responsabilidade a caminho da auto-construção e posse da realidade do bem de seu mundo interior. É dever da pessoa, portanto, para não sucumbir durante a caminhada de sua auto-construção, aceitar-se sem críticas, sem humilhações, sem desvalorizações, sem deixar nunca de gostar de si, e superar, isso sim, os obstáculos impeditivos ao ressurgimento do bem e da verdade em nosso mundo interior. E eis que flameja a esperança!




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