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Assistência aos emigrantes

Grande parte da população emigrante é constituida por aqueles que, no Código do Direito Canónico, se designam por Vagos ou seja aqueles que não têm domicílio permanente em parte alguma. Daí a dificuldade em lhes ser prestada a devida assistência.

N/D
12 Ago 2003

Mas, mesmo aqueles que se encontram fixados com maior estabilidade, sentem as suas dificuldades. A xenofobia continua. Trata-se duma nova forma de racismo vigorosamente denunciado pelo Episcopado francês em Carta Pastoral.
Quando falamos de assistência aos emigrantes referimo-nos à assistência religiosa sobretudo, sem evidentemente, esquecer outros. Os emigrantes não podem ser deixados ao abandono, entregues a si mesmos. Não são campo religiosamente neutro nem sequer terreno do demónio.

Indispensável se torna pôr em acção uma caridade “ambulatória” feita com coração. A mensagem do papa para a presente Semana das Migrações fala demoradamente da hospitalidade cordial e aberta para com todos, especialmente com os estrangeiros. É preciso uma maior disponibilidade e permuta de sacerdotes entre as várias dioceses do nosso país e com outras no estrangeiro, mesmo por breves períodos de tempo. E assim teremos: o capelão de bordo, o capelão de turismo, o capelão de aeroporto, o capelão de estrada, o capelão dos nómadas, o capelão dos feirantes, etc. É muito variado o leque que se abre neste campo.

Nem só os padres serão os agentes da pastoral da emigração. Também os diáconos permanentes, as religiosas e os leigos têm muito que fazer. E, graças a Deus, vão-se multiplicando exemplos de generosidade neste capítulo da assistência aos irmãos emigrantes.

Evidentemente que é para desejar uma indispensável preparação, mais ou menos, longa a acompanhar a estreita colaboração com os párocos locais. Não importa tanto criar novas estruturas, mas sim aproveitar as já existentes.




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