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A política e a moral

A política, ao ocupar os lugares de decisão, subordina frequentemente a actividade às suas opiniões e não à política nacional, que os anos, até séculos, consolidaram como força de construção e de vivência nacional.

N/D
6 Ago 2003

As reacções anti-religiosas nesse plano sucedem-se, olvidando a história e a vivência popular.Isto aconteceu e acontece com demasiada frequência, quando se elegem os dirigentes políticos. Só as consequências no êxito do voto é que as inflamam e os tornam arautos da luta contra a Igreja e contra a Religião.

Olvidam a colaboração da Igreja e dos Católicos na vida da Nação e trazem para o campo da expressão as suas ideias deformadas, a sua vontade anti-católica e anti-Igreja Católica. Para atenuar a campanha preferem reduzir a Igreja à sacristia em vez de reconhecer o valor e as vantagens humanas e sociais da própria Igreja no plano social.

A imprensa, que não seja a católica, ignora a acção da Igreja na sua actividade seja a espiritual, seja a social, seja a beneficente, seja a do sacrifício pelas verdadeiras causas humanas.

Fátima é lembrada em grandes dias de peregrinação. E, por vezes, há jornalistas que, até, ouvem nessas ocasiões pessoas não católicas, que, estão, às vezes, ligadas a outras religiões.

A mensagem de Fátima, a acção maravilhosa da devoção à Virgem Santíssima não contam. Conta o número de peregrinos. Fizemos esta introdução para afirmar que hoje não se dá à acção da Igreja a homenagem da verdade, da admiração e do amor. Mais: mesmo os descrentes têm obrigação de respeitar a realidade, pois vivem alheios à mesma realidade. E isto verifica-se, porque os tais críticos ou os tais “crentes” não estudam a verdade, não aceitam a realidade e, portanto, não ouvem, ou, se a ouvem, não aceitam a doutrina da Igreja.

Neste momento o Santo Padre tem-se pronunciado sobre os graves problemas que afligem a Humanidade. E tem sido louvado pela sua actividade a favor da Humanidade até por não católicos, com destaque para o escritor Bernard – Henry Lévy, judeu.

Em Portugal, e recentemente Soares Martinez em artigo no semanário “O Diabo” de 18 de Março, deste ano em artigo que titulou “João Paulo II e a Economia” escreveu:

«A mensagem anti-economista de João Paulo II oferece um relevo extraordinário, mesmo do ponto de vista da ciência económica. Sem ter construído qualquer modelo econométrico, sem ter pretendido lançar qualquer construção nova em termos de sensacionalistas, o Santo Padre, assente numa serena apreciação das realidades, numa sólida formação filosófica, numa extrema sensibilidade, numa cultura milenária, numa fé profunda, no necessário ajustamento dessa mesma fé e da razão, ao findar o passado milénio e ao iniciar-se o actual, ofereceu aos estudiosos da Economia, já apreensivos quanto às respectivas potencialidades, uma mensagem magnífica e renovadora, sobre a qual se tornará viável reconstruir, na verdade e na justiça, o pensamento económico. Só será para lamentar que, por essas escolas carcomidas do caruncho, mesmo quando bem caiadas de fachada, se continue a engrolar, de permeio com relíquias do marxismo, caducos teoremas extraídos da mitologia de uma ordem naturável imutável, que envolveria igualmente a Física e a Economia. É de esperar que, ao menos nas escolas rotuladas de católicas, a par dos crucifixos, figurem também, como temas de saber obrigatório, os ensinamentos de ordem económica que se contêm nas encíclicas de João Paulo II, mesmo correndo o risco do desafio a interesses criados à sombra de construções passadas, que já custaram aos povos muito pesados sofrimentos».

Soares Martinez, no mesmo artigo, escreveu:

«A doutrina da Igreja, sob o pontificado de João Paulo II, não se circunscreveu à necessária revisão da economia, à luz dos ensinamentos intemporais da Igreja. Ao longo deste pontificado, todas as questões fundamentais respeitantes à natureza do homem, à sua origem e ao seu destino foram tratadas, face às sinuosidades da vida contemporânea».




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