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A diferença entre os rapazes e as raparigas

Para muitos a co-educação continua a ser o modelo ideal de educação e assim as raparigas em muitos lugares do mundo recebem o mesmo tipo de ensino com igualdade de oportunidades. Ora está a acontecer que as raparigas, até aqui em minoria presencial em muitos sectores, estão a ultrapassar os rapazes. Um exemplo disto é o que se passa nas carreiras universitárias tradicionalmente masculinas.

N/D
2 Ago 2003

Foi o mito das características masculinas que prejudicou a ideia de «homem»: a fortaleza deu lugar à violência; a virilidade confunde-se com a promiscuidade; a valentia com a imprudência; a imagem do homem inteligente passou a ser a do homem arrogante, sexista e racista. Podemos afirmar que o conceito de «homem» está em crise por desconhecimento da psicologia masculina o que afecta a maneira de educar os rapazes.
Diana Halpern, professora de Psicologia da Universidade da Califórnia, tem estudado as diferenças entre a inteligência masculina e feminina e concluiu que as mulheres utilizam mais o hemisfério esquerdo do cérebro, enquanto os homens utilizam mais hemisfério direito.

Como em cada hemisfério se alojam aptidões diferentes, isso manifesta-se no comportamento diferenciado entre rapazes e raparigas.

No hemisfério esquerdo aloja-se a aptidão da fala e como nos colégios o que primeiro se aprende é a ler, os rapazes ficam, à partida, em desvantagem (deve ser por essa razão que as mulheres são mais faladoras!).

Essas diferenças não devem alarmar e nem fazer recorrer a especialistas ou à toma de medicamentos.

Diana Halpern assinala que os rapazes se destacam pela memória visual, rapidez de raciocínios, matemáticos, ciências e geografia comparando os filhos rapazes com as filhas, sem saberem que estão a comparar coisas distintas.

Na conduta é o mesmo. Os rapazes são mais determinados, mais propensos à emulação, mais competitivos e se essas tendências não forem bem orientadas degeneram facilmente em atitudes anti-sociais. São também menos afectivos, mais dominadores, mais impacientes e mais inseguros.

Michael Gurian entende que as mulheres precisam saber “o que é um rapaz” para assim ajudarem os filhos a desenvolver-se. Pode perguntar-se: “Porquê as mulheres?” Primeiro porque conhecem a afectividade e a maneira de ser feminina, melhor que a masculina; segundo porque o rapaz durante a infância e a pré-adolescência tem uma forte relação com a mãe.

Gurian chama a atenção para o facto de que o carinho da mãe durante a infância entre os 6 e os 13 anos não evita que os rapazes procurem modelos masculinos de conduta. A ausência do pai pode criar no rapaz a incapacidade de se comportar como rapaz. Mas a ausência do pai não é necessariamente só física; basta que ele, por comodismo ou excesso de trabalho esteja, por vezes, dias sem ver os filhos.

Outro factor que faz diminuir o papel masculino é o aumento dos lares monoparentais, uma vez que a guarda dos filhos é geralmente confiada às mães. A agravar a situação os docentes femininos são em maior número que os masculinos.

Janet Daley, no The Daily Telegraph, afirma que os rapazes precisam de mais disciplina e autoridade que as raparigas e se estas faltam pode ser um desastre para eles, enquanto que para elas isso é secundário.

O que realmente interessa é dar aos rapazes modelos masculinos e para isso nada melhor que uma família completa onde não falte o pai a tempo inteiro. é necessário evitar o que aconteceu a um rapazinho de cinco anos cujo pai passava largas temporadas fora de casa em negócios. Um dia quando o pai chegou de uma ausência prolongada o filho perguntou-lhe: “Olha lá, ainda continuas a ser meu pai?” Não é anedótico, mas dramático.

Por estas e outras razões eu continuo a defender, para o ensino escolas femininas e masculinas, sendo que nestas devia predominar o número de professores do sexo masculino. Fui professora muitos anos e sempre preferi ensinar rapazes que raparigas. Eles podem ser mais indisciplinados ou mais violentos, se os deixarem, mas são menos dados a «manobras» ciumentas e atitudes hipócritas.

São mais leais e assumem, com frontalidade, os seus erros. As raparigas são dissimuladas e dadas a amuos, criando climas de mau relacionamento. Dois rapazes podem andar à pancada no recreio, mas pouco depois estão amigos. As raparigas, quando se zangam umas com as outras, esticam o assunto ao máximo, chegando muitas vezes a manifestações de vingança e ódio, por vezes inconscientes, mas muito reais.




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