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Chover no Molhado (5)

Depois de me concentrar e reflectir nas palavras que o organismo global me dirigiu e, por não ter descoberto nelas nem incoerências, nem incongruências em seus propósitos, eu pessoa, aceitei-o como minha autoridade suprema, sempre atenta à construção de meu mundo interior. Vi, em suas diligências, um afectuoso amigo a anelar ardorosamente a edificação, sempre para a frente, de meu próprio mundo interior, em ordem ao desabrochamento da verdade, do bem e da bondade. Porque o organismo global sabe o que quer e o que quer vem de si. Ele é sábio. E o que vem de si é para mim. É para mim porque sou sua filha e herdeira. E eu, pessoa, acredito em sua mente e em seu coração.

N/D
1 Ago 2003

Ele não me engana. E a confirmá-lo está o testemunho, quando livre, de minha experiência pessoal. Meu organismo global quer o meu bem, bem este que, uma vez disponibilizado inteligentemente para o outro, torna minha pessoa boa. Este meu bem é o bem de meu mundo interior, que eu, pessoa, o vou construindo, de acordo com a vontade dele, ao estabelecer relacionamentos evolutivamente livres, positivos, realistas e ajustados à realidade total. E o meu bem total está no meu mundo interior assim construído. É total porque vem da realidade total. Porque nela, na realidade total, está Deus, está o outro, está a natureza e também eu, pessoa, lá estou. E nós todos unidos, pois onde está um deles, os outros lá estão também, em confraternização, nos banqueteamos. Por isso, em meu mundo interior nada falta para me aspergir de alegria, de contentamento, de paz, de satisfação e de segurança. Nele vai crescendo a maturidade da pessoa, bem como sua fortaleza e identidade.
Robustece sua saúde psíquica. Endireita-se seu comportamento. E o bem de meu mundo interior, quando consciente, afectiva, livre e inteligentemente o disponibilizo para o outro, e para mim, para a natureza e para Deus, torno-me pessoa boa. Daqui brota a posse, logo o amor. Porque no organismo global pulsa o coração de Deus. E a pessoa, em seu relacionamento com a realidade total, o vai descobrindo na profundidade de seu organismo global, conhecendo-o, sentindo-o, vivendo-o.

Deste modo, a sombra de Deus, como o milhafre que adeja por entre os dentes das escalvadas serras, trazendo alimento e protecção a seus filhotes, assim a envolverá, agasalhando-a, libertando-a das intempéries do mal.

Mas que o diga a teologia.




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