Fotografia:
As migrações e o turismo

As migrações e o turismo são dois dos fenómenos mais assinalados neste tempo.

N/D
21 Jul 2003

1Pelo que respeita às migrações, trata-se do quarto mundo, sempre a crescer por diversos motivos: trabalho, estudos, negó cios, guerra e gritos. Portugal, tradicionalmente terra de emigrantes, está a tornar-se agora, país de imigração: gentes vindas doutros quadrantes, outros costumes, outras religiões.
Os que chegam não são os mais pobres. No geral trata-se de pessoas que poderíamos considerar de classe média nos seus países. Pessoas com certo porte, bem vestidas, com certa cultura. Alguns até com cursos superiores.

A Igreja é chamada a desempenhar um benéfico papel de acolhimento e de serviço aos imigrantes, escreve o Papa.

Frente ao desarraigamento em que se encontram e ao refractarismo com que o ambiente reage para com eles, há que vigiar e obviar aos riscos que os espreitam. Haja em vista o ambiente secularizado que os rodeia e a propaganda persistente e insidiosa das seitas. Estas, prontas em ajudar a resolver problemas que deveras afligem os migrantes, levam-nos, quantas vezes, a pagar essas benessescom a renúncia à sua fé.

O Santo Padre acautela: A mesma vigilância que pondes ao trabalho, assuntos materiais, a fim de não serdes vítimas das vigarices de eventuais exploradores, deve guiar-vos para não cairdesna rede das insídias de quem atenta contra a vossa fé.

2. O turismo é a actividade de viajar, de conhecer outros lugares que não aqueles em que se vive habitualmente. Pode ser um excelente meio de ocupar os tempos livres, para descanso e enriquecimento do espírito e saúde da alma e do corpo.

O Concílio chama a atenção para a assistência espiritual que deve ser prestada àqueles que se deslocam temporariamente a outros lugares para passar as férias. Será o caso dos turistas.

Atenção aos turistas, que nos visitam. Não pôr em prática o pecado da exploração nas suas variadas formas. Acolhê-los com delicadeza e, sempre que solicitados, prestar os esclarecimentos solicitados.
Atenção também aos que servem nos hotéis, pousadas e estalagens.

Estes encontram-se, por vezes, em circunstâncias particularmente difíceis. Apontemos alguns desses perigos: Viver longe da família, dos pais, se são solteiros; do marido ou mulher e filhos, se são casados; as pessoas que frequentam esses lugares nem sempre serão das mais recomendáveis, moralmente; não raro procuram mesmo essas surtidas para darem largas às suas tendências viciosas.

Por vezes as pousadas ficam retiradas de qualquer lugar de culto; o trabalho no fim de semana é extenuante; escasseia o tempo e há gerentes que dificultam as saídas, mesmo para participar na Missa dominical. O Domingo passará então a ser um dia como qualquer outro, sem nada que o distinga dos outros – a não ser talvez pelo facto de ser de mais trabalho.




Notícias relacionadas


Scroll Up