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Chover no molhado (1)

Um dos sentidos válidos do percurso de nossa vida existencial é o dia auto-construção ou auto-reconstrução de nosso próprio mundo em ordem ao bem. Este nosso próprio mundo, para gozar, assim me parece, de dignidade e de cabal aceitação, deve, ao mesmo tempo, ser um mundo realista, total e positivo.

N/D
15 Jul 2003

Digo realista com o significado concreto de seus pés estarem bem assentes em terra. Digo positivo com o significado de seu estômago enjoar e aborrecer as carências.
E total, porque em sua construção, além de mim, não pode deixar de estar a participação do “outro”, da “natureza” e de “Deus”. Eu, o outro, a natureza e Deus, somos a realidade total. – Os astrónomos não se devem irritar muito com esta afirmação -.

E quem constrói ou reconstrói seu próprio mundo, progressivamente, assim se espera, para a verdade, para o bem e para a bondade? É a própria pessoa ao estabelecer com a realidade total relacionamentos evolutivamente livres, positivos, realistas e ajustados.

E que temos nós, pessoas, a ver com estes relacionamentos? Qual é para nós seu interesse imediato? Disto temos o testemunho espontâneo de nossa experiência subjectiva: borbulha em nós o contentamento; enche-se de paz o celeiro de nosso interior; corre-nos pelas veias o sangue da alegria; inunda-nos de consolo a satisfação; e senta-nos em seus joelhos a segurança amiga.

O isolamento, a separação, o paralelismo sem correlação, não parecem ser bons conselheiros para a construção deste nosso próprio mundo com destino ao bem. Esta é a grande verdade perante a qual todo o embuste deve recuar. Pode a falácia picá-la, sujá-la, maltratá-la, mas não a mata, nem lhe tira a força.

Creio até, é ousadia minha, que a divindade de Cristo, cá neste mundo, se foi manifestando, em crescimento, através destes relacionamentos evolutivamente livres, totais, realistas e ajustados à realidade total, terminando sempre seu dia em bebedeira de divindade. Era sua oração ao Pai.




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