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Profissionaliz(ação) (interess)ante ou… “bem prega Frei Tomás”…

Tenho acompanhado as intervenções do ministro de Educação, desde que tomou posse e, valha a verdade, impressionou-me pela clareza e firmeza das suas convicções e, mais do que isso, pelo carinho mostrado pelo Ensino Profissional e mais concretamente pelas Escolas Profissionais.

N/D
9 Jul 2003

Entende o Sr. ministro, e muito bem, que o nosso país necessita de jovens qualificados para a vida activa, jovens apetrechados para enfrentar os novos desafios que aí vêm com as novas adesões à CE, de países com mão–de-obra barata mas qualificada.
Entendeu bem o Sr. ministro, mas mais do que entender agiu em conformidade. Apostou claramente no Ensino Profissional, na qualificação profissional, não como um meio que tem ao seu dispor para fazer política, mas dando sinais inequívocos que é essa mesma a sua convicção, que julga, tal como a maioria de nós julga, que a qualificação profissional é a mola real do desenvolvimento das nossas empresas e uma forma eficaz de combater a inércia cada vez mais preocupante da nossa economia.

Pensam assim todos os parceiros sociais. A Indústria, o Comércio, os Serviços, as Famílias, todos sentem e sabem que os nossos filhos precisam de algo mais do que o “canudo”, precisam mais do que uma licenciatura, precisam de trabalho e, para o obterem necessitam de qualificação profissional.

As Escolas Profissionais, desde 1989, vêm fazendo um esforço violento para conseguir sobreviver a todas as contrariedades que o sistema lhes vem impondo, nomeadamente às dificuldades financeiras permanentes, endividando-se com a Banca, motivando os alunos e, fundamentalmente lançando para o mercado de trabalho 40.000 profissionais, técnica e teoricamente habilitados para os desafios que a modernização da nossa economia solicita.

São, aliás, estes, os fundamentos principais da nossa candidatura a Fundos Comunitários no que se refere à qualificação profissional.

Não é aceitável, de forma alguma que se invertam os termos. Ou seja: que se ofereça como prémio um acesso directo à Universidade aos melhores alunos que concluam com sucesso o Ensino Profissional.

Significa isto que estamos a dizer às empresas que vão levar os piores alunos quando os objectivos dos Fundos são precisamente o inverso. Estamos a dizer aos alunos que procurem a candidatura aos cursos profissionais porque é a melhor porta de entrada (mais fácil) para a Universidade, quando os objectivos são exactamente o contrário, ou seja desviar o afluxo sem nexo aos cursos superiores e canalizá-los para o trabalho.

A Escola Alberto Sampaio, oferece nos seus CET, entradas directas na Universidade aos 10 melhores alunos. Sem querer questionar a legitimidade do “negócio”, parece-me mal! E com certeza que ao ministro da Educação, ao Prodep e à Comunidade Europeia também.

Afinal em que ficamos: Temos ou não temos doutores a mais…??

Bem prega Frei Tomás…




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