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«Segue o que sentes!»

Segue o que sentes» – eis o slogan com que uma empresa telefónica tenta estimular os seus servidores/consumidores/utentes… Aquilo que, à primeira vista, poderá não passar de uma prosaica frase, talvez possa envolver outra filosofia mais capciosa à imagem da “Nova Era”, tão ao gosto de tantos dos nossos contemporâneos. Se nos situarmos na exaltação da auto-estima, onde cada um se torna um quasi-deus, corremos o risco de embarcar nessa subtil formalização veiculada pelo satanismo – «faz o que quiseres»!

N/D
4 Jul 2003

Quantos jovens se deixam enredar nesse mundo de propostas envenenadas, tanto pelo situacionismo como pela imaturidade de muitos adultos, sedentos de ganharem rapidamente o que levaria anos a conseguir!
Quantas vezes encontramos a exaltação de certos grupos em espectáculos (escusados) de rua – dizendo-se «parada de orgulho» – em auto-flagelação colectiva um tanto degradante. Dá a impressão que da discriminação em “ser homossexual” parece que estamos a entrar nessa outra discriminação de “não ser homossexual”… Pelo menos poderá ser prejudicado (na sua carreira, reputação ou imagem) quem não estiver na onda dessa nova cultura reinante!

Quantas pessoas tidas por responsáveis – nos mais diversificados quadrantes, sectores e campos – para quem o projecto de poder pessoal vale mais do que qualquer outro objectivo, usando para isso todos os meios em ordem a conseguirem vingar, nalguns casos, a concupiscência mais sórdida, embora camuflada por virtudes públicas emolduradas!

Diante de uma certa futilecracia, urge fomentar a honestidade da vontade, onde os valores do espírito tenham mais importância do que as coisas do materialismo.

Perante a desorganização de tantas famílias, urge criar condições para que os filhos sejam amados mais com valores – sobretudo de índole cristã – verdadeiros do que atolhando-os com brinquedos não desejados ou com mesadas desresponsabilizadoras.

Enfrentando as condicionantes da vida pública – política, económica, empresarial ou mesmo religiosa – onde as dificuldades são (preferencialmente) vistas como obstáculos e não como degraus de caminhada, urge saber educar para a poupança e não para a mera reivindicação e esbanjamento.

Afinal, é de “pequenino que se torce o pepino”, mas se ele nunca é domesticado como poderá dominar-se, tanto moral como socialmente?




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