Fotografia:
Outro ponto de vista…

No final da crónica ficcionada da semana que passou, fiz referência ao facto de tratar neste espaço as Festas de S. João.

N/D
4 Jul 2003

As razões que me levaram a este propósito podem situar-se a dois níveis: um primeiro de natureza mais analítica; um outro de carácter assumidamente crítico.
As Festas de S. João, realização eminentemente popular, têm raízes que quase se identificam com o carácter festivo das gentes de Braga.

Festa do povo, onde por uma noite quase parecemos todos iguais, vem perdendo nos dias que correm importância.

Esta perda, notória à luz dos novos cânones de verificação da importância das coisas – «se algo não é mediatizado, logo não existe» – pode ser entendida como, também, um dos sinais da falta de pensamento estratégico dos actuais detentores do poder autárquico bracarense.

A ausência dos “media” com cobertura nacional, em Braga, sintomático da importância atribuída a esta iniciativa popular, ilustra o carácter provinciano que tem nesta urbe insignes representantes.

Não devemos proceder como a avestruz, nomeadamente, quando o Edil, confrontado com a ausência de cobertura jornalística relevante, assume a posição mais fácil: “assobiar para o alto”.

Braga só tem a ganhar com a projecção mediática… Afinal somos, ou não, a 3.ª cidade do País?!…

Queremos que nos vejam, que nos visitem e, porque não, que desfrutem do bom que é estar em Braga.

Mas este não é o entendimento dos poderes actuais, ou então procuram justificar a sua incompetência para gerir uma cidade, dizendo que as festas valem por si!

Inacreditável!

A importância de Gaia, que não tendo afinidades com o S. João, procurou de acordo com os novos tempos catapultar-se, engalanando-se, tornando-se notícia, ombreando quase de igual com o Porto.

Com arrojo, o presidente da edilidade de Gaia prestou um bom serviço aos seus munícipes.

Com falta de arrojo, o nosso, entretêm-nos com um rio Este, onde as imagens aí colocadas se confundiam com objectos de proveniência, pelo menos mal cheirosa, com uma obra de arte que não se sabe quanto vai custar e com uma maneira de fazer as coisas com o prazo de validade já excedido.




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