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Em louvor do sacerdócio

O mês de Junho abre sempre com grande ruído de feriados municipais e nacionais e com todo o vigor tradicionalista dos Santos Populares, mais absorvidos pelo folclore e pelos apêndices adquiridos ao longo do tempo do que pela contemplação objectiva da “vida e obra” de figuras tão importantes na história do cristianismo como São Pedro, São João e Santo António de Lisboa.

N/D
29 Jun 2003

Mas o início do Verão é também tempo predominante das ordenações e celebrações sacerdotais. Isso significa, na vida da Igreja e do mundo, a consagração por inteiro de pessoas à causa do Evangelho, o ponto de chegada e de arranque de muitos jovens que um dia se sentiram chamados por Deus, tocados em profundidade pelo Espírito e responderam, com verdadeiro ímpeto de generosidade, a uma vida muito própria de entrega a Deus e aos outros.
É um acontecimento teológico e pastoral de grande alcance que urge lembrar e exaltar nas nossas comunidades. O Sacerdócio não é um início de carreira eclesiástica na procura de pontos propensos à recepção de títulos, dignidades ou benefícios. O que de mais genuíno comporta é a entrega, o serviço e a coragem de se fazer timoneiro no barco de Deus. Não é fuga de nada nem de ninguém.

Não é abandono ou mágoa do mundo. É dádiva, na imitação possível de Jesus, na convicção de que Deus amou de tal forma o mundo que lhe enviou o Seu Filho. Esse chamamento é habitualmente escutado na juventude, tempo de primeiras paixões, de dádivas mais extremas e coração mais livre. Por estes tempos muitos celebram Bodas de Prata ou Ouro desse dom e desse gesto radical. A Igreja está, por isso, em festa.

Por estes tempos também se vem cruzar o Jubileu do próprio Papa e do Cardeal Patriarca de Lisboa que ora preside à Conferência Episcopal Portuguesa. É uma festa do sacerdócio, como a de tantos, humildemente escondidos, que continuam no barco a puxar pelos remos, embora de braços já cansados.

Esta festa também interpela à coragem os cristãos mais jovens para renderem aqueles que, no lago, há muito, dobram difíceis ondas por onde o mundo e a Igreja navegam. Até ao fim dos tempos.




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