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Leviandades anti-cristãs… à solta

Assistimos, às vezes, nas televisões a entrevistas sobre certas manifestações de índole religiosa em que os entrevistados – muitos deles rotulados de historiadores – misturam tradições ancestrais com baptizações cristãs dessas mesmas vivências, ao tentar explicar certos fenómenos populares.

N/D
25 Jun 2003

De facto não é preciso entrar pelo jocoso para dizer que a festa de São João – tão empolada à volta do Porto, mas tanto ou mais genuína noutras paragens! – é uma dessas baptizações dos cultos lunares do solstício de Verão.
Com efeito, a colagem ao São João tem a ver com os cálculos de seis meses anteriores ao nascimento de Cristo. Mas daí manifestarem tanta ignorância bíblica – numa nítida má fé – e até sócio-religiosa não é preciso ser doutor nem convidado de televisão.

É preciso estudar com mais atenção este revitalizar de cultos neo-pagãos. A Igreja Católica não pode ficar indiferente a certos populismos de sabor “Nova Era” ou será em breve conivente com manifestações que usarão os “seus” santos para fazerem chegar outra mensagem mais “espiritual” ou mesmo holística.

Os ritos da água e do fogo estão cada vez mais na moda. A observância de certas festas referem a necessidade de festa e de harmonia com a natureza. Os cultos esotéricos estão mais espalhados do que as meras crenças de circunstância.

Não basta baptizar festas, é preciso evangelizar culturas. Não basta tolerar actos de religião, é preciso dar razões de vida. Não basta invectivar crenças, é preciso saber ler contextos… de fé, nem sempre tão cristãos como parecem!

Estaremos todos a compreender as novas linguagens? A religiosidade não é boa nem má, descristianizada pode ser perigosa a muito curto prazo!




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