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Um novo santo no calendário

Josemaría Escrivá, Fundador do Opus Dei, entregou serenamente a sua vida a Deus tal como vinha fazendo no seu dia a dia. Desta vez, foi a chamada definitiva para o céu. O que ensinou na terra foi que todos os cristãos estão chamados por Deus para ser santos. Não apenas para viver um cristianismo de mediania, mas para atingir o mesmo nível que os grandes místicos da Igreja, desempenhando as suas tarefas profissionais e familiares como os seus concidadãos. Não se lhes pede uma vida impecável, mas sim que sejam “Amigos de Deus”, como faz crer o título de um dos seus livros.

N/D
21 Jun 2003

Desde o passado dia 6 de Outubro que o Papa João Paulo II o canonizou e figura, este ano pela primeira vez, no calendário dos santos da Igreja Católica.
Nos cinco anos a seguir à sua morte, começaram a chegar a Roma milhares de cartas comunicando milagres e graças alcançadas por monsenhor Josemaría Escrivá e assim a 19 de Fevereiro de 1981 o cardeal Poletti, vigário do Papa para a diocese de Roma, com o nihil obstat da Santa Sé promulga o Decreto para a Introdução da Causa de beatificação e canonização do Servo de Deus Josemaría Escrivá.

A 12 de Maio, em Roma e a 18 do mesmo mês em Madrid, começam os processos sobre as virtudes e sobre algumas curas extraordinárias atribuídas presumivelmente à sua intercessão.

Assim a 9 de Abril de 1990 João Paulo II manda publicar o Decreto sobre as virtudes heróicas de Josemaría Escrivá que, desde então, é reconhecido pela Igreja como «Venerável Servo de Deus».

Passado um ano a Junta Médica da Congregação para a Causa dos Santos aceita, como verdadeira, a cura da Irmã Concepción Boullón e a 6 de Julho João Paulo II ordena a publicação do Decreto no qual se declara milagrosa a referida cura. Com a confirmação dessa cura estava aberto o caminho para a sua beatificação.

A cerimónia teve lugar em 17 de Maio de 1992, na Praça de São Pedro, em Roma. O acto foi presidido por João Paulo II e assistiram mais de 300.000 pessoas vindas de todo o mundo, não só fiéis da Prelatura e Cooperadores, mas muitos e muitos amigos da Obra, entre os quais se encontravam alguns dos agraciados pelo novo beato.

Após a beatificação foram numerosos os relatos de graças e curas milagrosas atribuídas ao Beato Josemaría. A 20 de Dezembro é publicado o Decreto sobre uma das muitas curas milagrosas atribuída à sua intercessão, na pessoa do Dr. Manuel Nevado, que sofria de uma radiodermite crónica malignizada.

João Paulo II marcou, após um Consistório de Cardeais, a data da canonização. No dia 6 de Outubro de 2002, a Praça de São Pedro contava com a assistência de fiéis vindos de todo o mundo, que enchiam também a Via della Conciliazione até à primeira ponte sobre o Tibre.

Todas essas pessoas e também as que assistiram pela comunicação social foram convidadas pelo Papa a meditar no segredo da vida desse santo: em primeiro lugar, oração, depois, expiação, em terceiro lugar, acção (cfr. Caminho, n.º 82).

Com a canonização parece que nada mais há a esperar, mas é um engano, na minha opinião. Espero que São Josemaría ainda venha a ser declarado Doutor da Igreja, para os assuntos relacionados com o trabalho profissional, que ele sempre considerou como o gonzo do Opus Dei.




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